Alimentação natural como aliada na prevenção de desequilíbrios hormonais e câncer de próstata em cães.
O excesso de peso, assim como em humanos, representa um risco significativo para a saúde dos cães machos. A obesidade em cães pode desencadear desequilíbrios hormonais e processos inflamatórios crônicos, com potencial para comprometer a função reprodutiva e aumentar a suscetibilidade a enfermidades como a hiperplasia prostática e o câncer de próstata.
O câncer de próstata afeta cerca de 4% dos cães com mais de sete anos, segundo dados de veterinários. Em animais não castrados, essa porcentagem pode alcançar até 80%. A atenção a essa questão se intensifica durante o Novembro Azul Pet, campanha dedicada à conscientização sobre a saúde masculina dos animais de estimação.
A alimentação desempenha um papel crucial na prevenção desses problemas, conforme apontam especialistas em nutrição veterinária. O tecido adiposo, quando em excesso, atua como um órgão endócrino ativo, liberando substâncias inflamatórias que interferem na produção e no equilíbrio dos hormônios sexuais. A manutenção de um peso saudável é essencial para preservar os níveis de testosterona e reduzir as inflamações que afetam a próstata.
Uma dieta natural pode ser uma importante aliada na prevenção de desequilíbrios hormonais e na diminuição dos riscos associados, como o câncer de próstata. A ingestão de alimentos frescos facilita a absorção de proteínas e gorduras de boa qualidade, além de limitar o consumo de carboidratos simples. Essa mudança evita a alta carga de amido, conservantes e subprodutos frequentemente encontrados em dietas industrializadas.
Uma dieta equilibrada contribui para o controle do metabolismo energético, aprimorando a sensibilidade à insulina. Além disso, promove a produção equilibrada de hormônios sexuais e reduz a inflamação sistêmica, diminuindo o risco de distúrbios endócrinos e reprodutivos, e auxilia na manutenção do peso corporal ideal.
Nutrientes como ômega-3, fibras funcionais, antioxidantes, zinco e selênio, comumente encontrados na alimentação natural, desempenham um papel importante. Seus efeitos anti-inflamatórios auxiliam na regulação do sistema endócrino e na prevenção de distúrbios reprodutivos.
Entre os nutrientes e grupos de alimentos que merecem destaque na prevenção da obesidade e de doenças hormonais, estão:
- Ácidos graxos ômega-3 (EPA e DHA): possuem efeito anti-inflamatório e regulador do eixo endócrino.
- Fibras funcionais (psyllium, abóbora, cenoura): aumentam a sensação de saciedade e minimizam picos glicêmicos.
- Proteínas magras (peixe, frango, carne vermelha magra, ovos): contribuem para a manutenção da massa magra e de um metabolismo ativo.
- Antioxidantes naturais (mirtilo, cúrcuma, espinafre): combatem o estresse oxidativo hormonal.
- Zinco e selênio: são essenciais para a síntese de hormônios sexuais e para a defesa antioxidante.
Certos sinais podem indicar a necessidade de reavaliação da dieta atual do animal:
- Escore corporal acima de 6/9;
- Ganho de peso sem alteração na dieta;
- Diminuição da libido (em machos), com menor interesse por fêmeas no cio e ausência de marcação urinária;
- Alterações dermatológicas (oleosidade, seborreia);
- Queda de pelo, alopecia bilateral simétrica;
- Letargia, apatia ou agressividade repentina;
- Infecções recorrentes (otites, dermatites, piometras);
- Em fêmeas castradas, ganho rápido de peso após o procedimento.
Diante de qualquer um desses sinais, recomenda-se procurar orientação veterinária para uma avaliação completa e possível ajuste na dieta do animal, com a inclusão de ingredientes naturais, sempre sob supervisão profissional.
Fonte: jimprensaregional.com.br


