Negociações decisivas na cop30 entram em regime de força-tarefa

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© Tânia Rêgo/Agência Brasil

A COP30 entra em sua fase final com negociações intensivas, operando em regime de força-tarefa para acelerar a adoção de medidas globais contra o aquecimento global. A conferência, que se estenderá até as madrugadas, busca um consenso entre os países participantes.

As negociações foram estruturadas em dois blocos temáticos. O primeiro engloba os temas considerados mais desafiadores e que já estão sob análise das delegações: financiamento público para ações climáticas, expansão das metas climáticas nacionais, a questão das medidas comerciais unilaterais e a garantia da transparência nas informações reportadas pelos países.

Ana Toni, diretora-executiva da conferência, enfatizou a relevância do papel do Brasil nessas tratativas. Segundo ela, os países delegaram à presidência da COP30 a responsabilidade de elaborar um esboço inicial sobre esses temas cruciais. A expectativa é que o Brasil apresente esse rascunho já nesta terça-feira.

O segundo bloco, que abordará os temas de maior consenso, deve ser finalizado até a sexta-feira, data de encerramento da conferência.

O vice-presidente do Brasil, Geraldo Alckmin, manifestou otimismo em relação ao progresso na apresentação das Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs) por parte dos países. No início da COP, apenas 70 nações haviam submetido suas metas climáticas. Esse número saltou para 118, o que, segundo Alckmin, representa um avanço significativo.

Alckmin destacou que, durante sua participação em evento anterior, o Brasil ocupava a segunda posição no ranking de apresentação das NDCs. Atualmente, o número de países que apresentaram suas metas representa 78% dos emissores globais de gases de efeito estufa.

Outra proposta em discussão é o “mapa do caminho para a transição para o fim dos combustíveis fósseis”, iniciativa liderada pelo Brasil. A ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, ressaltou que essa proposta pode representar um marco na retomada do multilateralismo, promovendo a colaboração entre diversas nações.

A ministra Silva enfatizou a importância de se debruçar sobre a questão de como implementar uma transição justa, planejada e gradual para superar a dependência dos combustíveis fósseis.

A semana final da COP30 será dedicada às negociações de alto nível, com a participação de 160 ministros de estado e representantes governamentais de alto escalão, presentes na capital paraense.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

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