Um grave incidente chocou a cidade de Araraquara, no interior de São Paulo, quando um motorista de ônibus foi brutalmente atacado com um líquido corrosivo por sua ex-companheira. O ataque, que ocorreu durante o expediente da vítima em um ponto de ônibus movimentado, causou queimaduras graves em diversas partes do corpo do profissional, que agora se recupera em uma unidade hospitalar. O crime, com requintes de crueldade, reacende o debate sobre a violência em relacionamentos e a importância da denúncia de ameaças. As autoridades policiais estão empenhadas na busca pela suspeita, que fugiu logo após o ato e permanece foragida, enquanto a comunidade local acompanha o desdobramento do caso com apreensão. A repercussão tem sido ampla, e a colaboração da população é crucial para o avanço da investigação.
O ataque brutal e a fuga da suspeita
O cenário da violência foi um ponto de ônibus na movimentada Avenida Padre Francisco Salles Colturato (Avenida 36), no Centro de Araraquara, por volta das 8h30 da manhã de uma sexta-feira. Márcio Dadério, um motorista de ônibus de 50 anos, estava em serviço quando sua rotina foi abruptamente interrompida. Imagens de câmeras de segurança capturaram o momento em que a ex-companheira de Márcio, Andreia Nascimento Cardoso dos Santos, de 49 anos, subiu no veículo. Vestindo uma blusa vermelha, ela aproveitou a movimentação de passageiros para entrar no ônibus sem levantar suspeitas.
Detalhes do incidente e a agressora
Em questão de segundos, Andreia se aproximou de Márcio e desferiu o ataque. Um líquido corrosivo, que Márcio mais tarde identificou como soda cáustica, foi lançado contra ele, atingindo principalmente seu rosto, braços, pernas e tórax. A reação imediata de dor e desespero da vítima foi flagrada. Logo após o ato, a agressora desceu do ônibus e fugiu pela Avenida 36, desaparecendo rapidamente do local. A brutalidade do ataque e a frieza da fuga chocaram testemunhas e levantaram um alerta para a segurança pública na região. A Polícia Civil foi acionada para iniciar a investigação e buscar pistas que pudessem levar à localização da suspeita.
Estado de saúde da vítima e as ameaças prévias
Márcio Dadério, a vítima do ataque, foi prontamente socorrido e levado à Santa Casa de Araraquara. As queimaduras eram visíveis e graves, com bolhas estouradas e intensa vermelhidão, indicando, segundo o tenente dos bombeiros Fernando de Camargo, uma provável queimadura de segundo grau. Na unidade hospitalar, Márcio recebeu os primeiros cuidados médicos e assistenciais. A equipe médica informou que o paciente realizou exames laboratoriais e seu estado de saúde é estável, apesar da gravidade das lesões. Ele permanece internado, sob observação e tratamento contínuo, para garantir sua plena recuperação e evitar complicações.
Histórico de ameaças e o depoimento de testemunhas
Durante o atendimento e recuperação, Márcio Dadério relatou um histórico preocupante de ameaças que vinha recebendo de Andreia. Esse contexto é crucial para a investigação, pois demonstra que o ataque não foi um evento isolado, mas sim o clímax de um padrão de comportamento agressivo. O mecânico Jeferson Lobo, que trabalha em frente ao ponto de ônibus onde o crime ocorreu, corroborou a versão da vítima. Ele afirmou: “Ela estava já ameaçando ele bastante. Jogamos água corrente e ele falou que ela jogou soda cáustica no rosto dele”. O depoimento de Lobo e as imagens de segurança são peças fundamentais para a Polícia Civil montar o quebra-cabeça e compreender a motivação e a dinâmica do ataque.
A investigação policial e a substância utilizada
A Polícia Civil de Araraquara deu início imediato às investigações. A perícia foi acionada e esteve no local do crime para coletar evidências. Dentro do ônibus, foram encontrados vestígios do líquido corrosivo, bem como um copo que, presume-se, foi utilizado pela agressora para conter a substância. O caso foi registrado como lesão corporal, mas a gravidade do ataque e o uso de uma substância química podem levar a uma reclassificação do crime à medida que novas informações surgirem. A busca por Andreia Nascimento Cardoso dos Santos intensificou-se, com as autoridades mobilizando esforços para localizá-la e apresentá-la à justiça.
Identificação do líquido corrosivo
Um dos pontos centrais da investigação é a identificação precisa da substância utilizada no ataque. Embora Márcio Dadério tenha mencionado soda cáustica, e o boletim de ocorrência inicial aponte para um “líquido ácido”, somente o laudo pericial poderá confirmar a natureza exata do composto. A identificação é crucial não apenas para o inquérito policial, mas também para auxiliar no tratamento médico da vítima e para determinar a potencialidade lesiva da substância. A expectativa é que o laudo técnico forneça clareza sobre essa questão, adicionando mais um elemento de prova ao processo investigatório e colaborando para a elucidação completa dos fatos e a responsabilização da culpada.
Conclusão
O ataque com líquido corrosivo contra o motorista Márcio Dadério em Araraquara é um episódio chocante que destaca a urgência de combater a violência e a importância de atender aos sinais de ameaças prévias. Enquanto a vítima se recupera de queimaduras graves, as autoridades intensificam a busca por Andreia Nascimento Cardoso dos Santos, a ex-companheira e principal suspeita, que permanece foragida. A investigação policial segue com a perícia para identificar a substância e reunir as provas necessárias para que a justiça seja feita. A comunidade acompanha o caso, esperando por desfecho e pelo fim da impunidade.
FAQ
Quem é a vítima do ataque em Araraquara?
A vítima é Márcio Dadério, um motorista de ônibus de 50 anos, que sofreu queimaduras após ser atacado com um líquido corrosivo.
Qual o estado de saúde atual de Márcio Dadério?
Márcio Dadério está internado na Santa Casa de Araraquara, com estado de saúde estável, recebendo os cuidados médicos e assistenciais necessários para se recuperar das queimaduras.
A suspeita do ataque foi localizada?
Não, Andreia Nascimento Cardoso dos Santos, de 49 anos e ex-companheira da vítima, ainda não foi localizada pelas autoridades e permanece foragida.
Que tipo de substância foi usada no ataque?
A substância ainda não foi confirmada oficialmente. A vítima mencionou soda cáustica, e o boletim de ocorrência aponta para um “líquido ácido”. O laudo pericial é aguardado para confirmar o tipo exato do composto.
Autoridades pedem que qualquer informação relevante sobre o paradeiro de Andreia Nascimento Cardoso dos Santos seja imediatamente comunicada à polícia para auxiliar na investigação e garantir a justiça. Não hesite em fazer sua parte.
Fonte: https://g1.globo.com


