Um morador de Guaratinguetá, no interior de São Paulo, está sob investigação por possível caso de febre amarela. O paciente foi internado em um hospital de São José dos Campos, onde aguarda resultados de exames para confirmação ou descarte da doença. A informação foi divulgada pela Prefeitura de Guaratinguetá nesta quarta-feira.
A administração municipal ressaltou que, até o momento, trata-se apenas de uma suspeita diagnóstica, sem confirmação laboratorial. Detalhes como sexo, idade, bairro de residência e estado de saúde do paciente não foram divulgados.
Diante da suspeita, a Prefeitura de Guaratinguetá intensificou as ações de combate à doença na cidade. As medidas incluem o controle de arboviroses, o programa de coleta de materiais inservíveis “cata bagulho”, visitas domiciliares de agentes de saúde, nebulização e reforço da campanha de vacinação contra a febre amarela.
A coordenadora da Vigilância Epidemiológica de Guaratinguetá, Adriane Campos, enfatizou a importância da vacinação para a população. Segundo ela, qualquer pessoa a partir dos nove meses de idade pode procurar uma unidade de saúde para se vacinar contra a febre amarela.
Desde o início do ano, a prefeitura tem intensificado a vacinação devido ao registro de casos da doença em municípios vizinhos. A orientação é que a população com mais de nove meses procure uma unidade de saúde para verificar a carteirinha de vacinação e colocar em dia a imunização contra a febre amarela.
A febre amarela é uma doença viral transmitida pela picada de mosquitos infectados. A doença não é contagiosa, ou seja, não é transmitida de pessoa para pessoa. Os sintomas iniciais incluem febre súbita, calafrios, dor de cabeça intensa, dores nas costas e no corpo, náuseas, vômitos, fadiga e fraqueza.
A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP) reforça que a vacinação é a principal forma de prevenção e controle da febre amarela. A vacina está disponível em todos os postos de saúde do estado e faz parte do calendário de imunização.


