Marinha alerta para ressaca com ondas de até 3 metros no Litoral

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G1

A Marinha do Brasil emitiu um comunicado de suma importância nesta semana, alertando a população costeira e navegantes sobre uma significativa ressaca marítima. O fenômeno deve impactar uma extensa faixa litorânea, com previsão de ondas que podem atingir até 3 metros de altura. A área sob alerta se estende desde Laguna, em Santa Catarina, até Arraial do Cabo, no Rio de Janeiro, englobando também todo o Litoral Norte de São Paulo e as costas do Paraná. Este evento meteorológico, impulsionado pela passagem de uma frente fria, representa riscos consideráveis e exige atenção redobrada de moradores, turistas e profissionais que dependem do mar, com orientações claras para evitar acidentes e preservar a segurança de todos.

Cenário e previsão para a faixa litorânea

A previsão detalhada da Marinha do Brasil aponta para um período de instabilidade marítima significativo ao longo da costa sudeste e sul do país. A ressaca, caracterizada por ondas de direção sudoeste a sul, é esperada para começar neste sábado (3) e persistir até a próxima segunda-feira (5), abrangendo um período crítico de 72 horas para a região afetada.

Abrangência geográfica e período de risco

O alerta da Marinha delineia com precisão a área de abrangência da ressaca, que se estende por milhares de quilômetros de costa. O fenômeno se manifestará na faixa litorânea que vai desde Laguna, no sul de Santa Catarina, atravessando todo o litoral do Paraná, a totalidade da costa paulista – com atenção especial para o Litoral Norte de São Paulo – e chegando até Arraial do Cabo, no litoral fluminense. Esta vasta região, conhecida por sua beleza natural e intensa atividade turística e pesqueira, será diretamente impactada pelas ondas altas. A temporalidade do evento, concentrada no final de semana e início da próxima semana, coincide com um período em que muitas pessoas podem estar buscando atividades ao ar livre e no mar, o que eleva a necessidade de cautela.

Mecanismos por trás do fenômeno

As ressacas marítimas são fenômenos complexos, geralmente desencadeados por sistemas meteorológicos de grande escala. Neste caso, a Marinha aponta a passagem de uma frente fria como o principal catalisador. Frentes frias são massas de ar polar que avançam sobre o continente e o oceano, gerando ventos intensos e persistentes. Esses ventos, ao soprarem sobre uma vasta extensão de água por um tempo prolongado (o que é conhecido como “fetch” em meteorologia), transferem energia para a superfície do oceano, criando ondas de maior altura e período. Longe da zona de geração, essas ondas se organizam em trens de ondas chamados ressacas ou “swells”, que podem viajar por grandes distâncias mantendo sua energia. Quando essas ondas encontram a costa, a profundidade reduzida causa seu levantamento e quebra, resultando em ondas fortes e perigosas que impactam a orla e as estruturas costeiras.

Impactos potenciais e recomendações de segurança

A ocorrência de uma ressaca com ondas de até 3 metros impõe uma série de riscos e exige a adoção de medidas preventivas rigorosas. Os impactos podem variar desde a segurança individual até danos materiais e interrupção de atividades econômicas.

Riscos para atividades marítimas e costeiras

A elevação da altura das ondas e a intensificação das correntes de retorno representam um perigo iminente para qualquer atividade realizada no mar ou nas proximidades da costa. Esportes marítimos como surfe, windsurf e kitesurf, que dependem das condições do mar, tornam-se extremamente perigosos. As ondas fortes podem arrastar equipamentos e até mesmo os praticantes para longe da costa ou contra rochas. A pesca, seja de barco ou em costões rochosos, também é desaconselhada devido ao risco de embarcações virarem ou pescadores serem arrastados pelas ondas. Além disso, banhistas correm grande risco de afogamento devido às correntes de arrasto e ao forte impacto das ondas na arrebentação. A ressaca pode ainda causar erosão costeira, danos a piers, calçadões e outras infraestruturas litorâneas, além de dificultar ou impossibilitar a navegação de pequenas embarcações.

Orientações para a comunidade e navegantes

Diante desse cenário, a Marinha do Brasil e as autoridades de segurança costeira reforçam as recomendações essenciais para garantir a segurança da população. A principal orientação é evitar a exposição ao mar e áreas costeiras durante o período da ressaca. Moradores e turistas devem abster-se de entrar na água para banho, de praticar esportes aquáticos e de realizar pesca em costões ou embarcações de pequeno porte. Para os navegantes, a consulta constante às informações meteorológicas marítimas é crucial. A Marinha sugere a busca por atualizações em canais oficiais e no Serviço Meteorológico Marinho antes de qualquer saída ao mar. É importante também verificar os equipamentos de segurança das embarcações, como coletes salva-vidas e rádios de comunicação, e, se possível, adiar viagens marítimas desnecessárias. Em caso de emergência, as autoridades devem ser acionadas imediatamente.

Medidas preventivas e a importância da informação

A prevenção de acidentes e a minimização de danos durante ressacas marítimas dependem de uma combinação de alerta precoce, disseminação eficaz de informações e adesão da população às recomendações de segurança. A atuação coordenada entre diferentes órgãos é fundamental neste processo.

As prefeituras dos municípios costeiros, em conjunto com a Defesa Civil, têm um papel crucial na comunicação direta com a população. Isso inclui a instalação de placas de aviso em praias e áreas de risco, a mobilização de equipes para monitoramento e, se necessário, a interdição de trechos da orla ou a evacuação de áreas vulneráveis. A Marinha, por sua vez, além de emitir os alertas, mantém um monitoramento contínuo das condições do mar e do tempo, atualizando suas previsões e orientações. A transparência e a constância na divulgação dessas informações são essenciais para que a população possa tomar decisões informadas e seguras.

Alerta contínuo e a segurança em primeiro lugar

O alerta emitido pela Marinha do Brasil sobre a ressaca marítima é um lembrete contundente da força da natureza e da necessidade de respeito e prudência em relação ao ambiente marinho. Com ondas previstas de até 3 metros de altura, o risco é real e abrange uma vasta área da costa brasileira. A segurança da população e dos navegantes deve ser a prioridade máxima. É imperativo que as recomendações oficiais sejam seguidas rigorosamente para evitar acidentes e preservar vidas.

Perguntas frequentes

O que é uma ressaca marítima?
Uma ressaca marítima é um fenômeno caracterizado por ondas de grande altura e energia que se propagam em direção à costa, geralmente causadas por ventos fortes gerados por sistemas meteorológicos distantes, como frentes frias ou ciclones extratropicais. As ondas da ressaca podem viajar por grandes distâncias e, ao se aproximarem da costa, tornam-se mais altas e perigosas.

Quais são os principais riscos associados a uma ressaca?
Os principais riscos incluem afogamento de banhistas devido a correntes de arrasto e ondas fortes, acidentes com embarcações de pequeno porte, perigo para praticantes de esportes aquáticos, erosão costeira, danos a estruturas como piers e calçadões, e dificuldade ou impossibilidade de navegação.

Como os navegantes podem se preparar para uma ressaca?
Navegantes devem consultar as informações atualizadas sobre as condições do tempo e do mar fornecidas por serviços meteorológicos marítimos oficiais. É aconselhável adiar viagens não essenciais, verificar todos os equipamentos de segurança a bordo (coletes, rádio, boias), garantir a correta amarração das embarcações em portos e, se estiverem no mar, buscar abrigo em áreas protegidas ou retornar à costa antes da intensificação do fenômeno.

Mantenha-se informado sobre as condições do mar e siga todas as orientações das autoridades costeiras para garantir sua segurança e a de seus familiares.

Fonte: https://g1.globo.com

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