A mãe do renomado lutador de jiu-jítsu Leandro Lo, Fátima Lo, expressou profunda dor e indignação nas redes sociais após a absolvição do policial militar Henrique Otavio Oliveira Velozo, acusado de matar seu filho em 2022. Velozo, que estava detido desde o crime, foi libertado do Presídio Romão Gomes, após um júri popular considerar que ele agiu em legítima defesa.
Em um desabafo emocionado, Fátima Lo descreveu a decisão como um ato de “impunidade” e relatou que a família foi “humilhada” pela defesa de Velozo durante os três dias de julgamento no Fórum da Barra Funda. Ela acusou a defesa de criar um “circo” e um “teatro”, alegando que foram utilizados slides falsos para convencer o júri popular.
“Ontem enterrei meu filho pela segunda vez. Esse é o sentimento. Foi uma tristeza tão grande, porque a gente foi tão humilhado lá… Tão massacrado pela defesa”, declarou Fátima Lo, visivelmente abalada. Ela questionou como um homem que, após o crime, foi a um bordel e a um motel, poderia ter agido em legítima defesa.
Apesar da dor e da frustração, Fátima Lo afirmou que a família continuará buscando justiça e que recorrerá da decisão do júri assim que possível. Ela agradeceu aos advogados que os representam e à comunidade do jiu-jítsu pelo apoio e solidariedade.
O advogado de defesa de Velozo, Cláudio Dalledone Junior, argumentou que as provas apresentadas durante o processo demonstraram que o policial agiu em legítima defesa após ser agredido por Leandro Lo. Renan Canto, outro membro da equipe de defesa, declarou que a absolvição é o reconhecimento de que a verdade prevaleceu e que o conjunto probatório desmantelou a versão inicial dos fatos. Dalledone acrescentou que, embora Leandro Lo tenha sido um grande campeão, ele foi o responsável pela tragédia.
O crime ocorreu em agosto de 2022, dentro do Clube Sírio, durante um show. Leandro Lo foi baleado na cabeça e não resistiu aos ferimentos. Velozo se entregou à Corregedoria e estava preso desde então.
Após a decisão do júri, o promotor João Carlos Calsavara, responsável pela denúncia do Ministério Público contra Velozo, considerou o julgamento “complicado, com nulidades” e manifestou a expectativa de que a decisão seja anulada. Em setembro de 2022, a Justiça aceitou a denúncia do Ministério Público e tornou Velozo réu por homicídio triplamente qualificado. Durante o julgamento, foram ouvidas diversas testemunhas de acusação e defesa, além do próprio acusado.
Fonte: g1.globo.com


