Luiza Erundina, do PSOL, fez história ao se tornar a deputada estadual mais velha do Brasil ao ser eleita em 2026, aos 91 anos. Ela ocupará uma das 94 cadeiras da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) a partir de 2027.
Uma Trajetória Política Marcante
A ex-prefeita de São Paulo conquistou a 13ª posição nas eleições, recebendo 169.567 votos e superando Eduardo Suplicy (PT), que até então era o deputado mais velho da Alesp, com 85 anos. Erundina é natural de Uiraúna, Paraíba, e possui formação em Serviço Social pela Universidade Federal da Paraíba, além de um mestrado em Ciências Sociológicas pela Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo.
Pioneirismo e Contribuições
Erundina ganhou notoriedade ao se tornar, em 1989, a primeira mulher de esquerda a assumir a prefeitura de São Paulo, cargo que ocupou até 1992. Desde então, sua carreira no Congresso Nacional foi marcada por sete mandatos como deputada federal, durante os quais:
• Contribuiu para a criação do Fundo Nacional de Habitação Popular; • Defendeu direitos das mulheres, incluindo a proteção contra discriminação de gestantes em seleções acadêmicas; • Aprovou a Lei das Brinquedotecas, promovendo a instalação desses espaços em hospitais pediátricos; • Implementou direitos para gestantes atendidas pelo SUS; • Instituiu o Dia Nacional do Forró em homenagem à cultura nordestina; • Declarou Oscar Niemeyer patrono da Arquitetura Brasileira.
Reconhecimento e Importância da Eleição
Jacqueline Pitanguy, cientista política e coordenadora da CEPIA, destacou a relevância da eleição de Erundina, ressaltando a quebra de paradigmas relacionados ao envelhecimento. Segundo ela, a experiência e sabedoria que Erundina traz são valiosas e exemplificam a mobilidade social no Brasil.
Compromissos como Deputada Estadual
Em sua nova função, Erundina pretende abordar diversas pautas, incluindo: • Mobilidade e transporte público de qualidade; • Direitos das mulheres, crianças e adolescentes, com foco em políticas de proteção; • Democratização da comunicação e acesso à informação; • Participação popular e controle social efetivo; • Defesa da memória, verdade, justiça e direitos humanos; • Promoção de justiça social e políticas públicas universais, garantindo saúde, educação e assistência a todos.
A eleição de Luiza Erundina não apenas reflete sua trajetória admirável, mas também representa um passo significativo na luta por direitos e inclusão social no Brasil.


