O mundo da música brasileira se despede de Lô Borges, aos 73 anos. Em Ribeirão Preto, a notícia da morte do compositor mineiro reverberou com particular intensidade, especialmente entre aqueles que tiveram a oportunidade de dividir momentos com o artista.
Paulinho Brasília, empresário e músico local, amigo de Lô Borges por mais de duas décadas, expressou seu pesar, recordando as inúmeras apresentações do compositor na cidade. Um evento específico permanece vivo em sua memória: a inauguração do Bar Mania em 1991.
“Eu tive o Bar Mania e ele vinha pra cá. Inaugurou o Bar Mania em 1991. Nós fizemos dois shows de estreia no Bar Mania, um na inauguração e outro para convidados. Por causa disso, ele fez mais de 20 shows pra cá”, relatou Paulinho.
O empresário relembrou a determinação de Lô Borges, que, mesmo vindo de Belo Horizonte, fazia questão de dirigir até Ribeirão Preto para seus shows. “Me lembro que ele tinha uma Elbinha e vinha de Belo Horizonte pra cá dirigindo. Começou em 91 e a gente foi até 2008 fazendo shows. Era uma figura, vai fazer muita falta”, lamentou.
Para Paulinho, o legado de Lô Borges na música popular brasileira é inegável. Ele acredita que a partida do compositor pode servir como um catalisador para que mais pessoas reconheçam a importância e a genialidade de sua obra.
“Talvez agora, com a morte dele, venha mais à tona o que ele representou para a música popular brasileira. Infelizmente, quando a pessoa vai embora, costuma-se dar mais valor. Eu acredito que agora o nome dele vai realçar muito mais do que foi até hoje”, afirmou.
A morte de Lô Borges, causada por uma intoxicação por medicamentos, deixa uma lacuna irreparável na música brasileira. Sua contribuição para o cenário musical do país é amplamente reconhecida e celebrada por artistas e fãs de todas as gerações.
Fonte: g1.globo.com


