O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) confirmou o status de réu para o empresário Ruy Barboza Neto, acusado de dirigir sob efeito de álcool e provocar um acidente em São Vicente, no litoral paulista, que resultou na morte de três jovens. O juiz Alexandre Torres de Aguiar concedeu à defesa um prazo de dez dias para apresentar suas alegações no processo.
O trágico acidente ocorreu em 9 de novembro, na alça de acesso que conecta o km 68 da Rodovia dos Imigrantes à Avenida Capitão Luiz Pimenta. Além do motorista, quatro mulheres estavam no veículo. Três delas, Geovana Ramos Reis, de 26 anos, Vitória Gomes Maximino da Silva, de 22, e Bianka de Braz Feitoza Pinto, de 25, perderam a vida.
O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) formalizou a denúncia contra o motorista por triplo homicídio qualificado e lesão corporal, solicitando ainda uma indenização mínima de R$ 100 mil para cada família das vítimas.
O juiz da 1ª Vara Criminal de São Vicente, Alexandre Torres de Aguiar, aceitou a denúncia no dia 25, transformando Ruy em réu no processo. Na mesma decisão, o magistrado negou o pedido da defesa para revogar a prisão preventiva.
Segundo Torres, fatores como a primariedade, residência fixa ou ocupação lícita de Ruy “perderam a relevância” diante da gravidade dos crimes cometidos. O juiz também ressaltou que a liminar de habeas corpus já havia sido negada.
A decisão judicial determinou a anexação de laudos periciais e imagens de câmeras de monitoramento ao processo, além de solicitar esclarecimentos da casa noturna Rocket Sea Club, local onde o grupo estava antes do acidente.
Em comunicado, o advogado Felipe Pires, representante de Ruy, declarou que o processo está em fase inicial e que diversas diligências ainda estão pendentes. Por isso, a defesa considera “prematura qualquer conclusão definitiva sobre a dinâmica dos fatos”.
O advogado afirmou que o empresário expressou profundo pesar pelas consequências do acidente. “A denúncia oferecida pelo Ministério Público será enfrentada nos autos, com serenidade e rigor técnico”.
A defesa alega que a reconstrução dos eventos depende de uma análise pericial completa, das imagens disponíveis, de depoimentos ainda não coletados e de outros elementos que a instrução processual poderá fornecer.
“O caso ainda está em fase de resposta à acusação, momento em que a defesa solicitará diligências e oitiva de testemunhas, para posterior audiência”, concluiu o advogado.
O acidente aconteceu na madrugada do dia 9 de novembro, quando o grupo deixava um evento com apresentações musicais na casa noturna Rocket Sea Club.
De acordo com o boletim de ocorrência, o motorista perdeu o controle do Audi Q5 ao fazer uma curva, ultrapassando os limites da via e colidindo com uma árvore antes de cair em um canal, onde o veículo ficou submerso.
Fonte: g1.globo.com


