Jovens guardiões do rio protegem cavalos-marinhos e ecossistemas

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© Projeto Cavalos-Marinhos/Divulgação

No Rio de Janeiro, um projeto inovador capacitou crianças e adolescentes como guardiões ambientais. A primeira turma do Projeto Cavalos-Marinhos, composta por 31 jovens entre 12 e 14 anos, concluiu a formação, tornando-se fiscais do cuidado com a natureza.

Durante três meses, os participantes exploraram o Espaço Educativo Cavalos-Marinhos, onde receberam aulas sobre a importância da preservação ambiental. O aprendizado culminou em um mergulho de monitoramento na Praia dos Ubás, na Laguna de Araruama.

“O objetivo central era que eles se apropriassem da Laguna como um ambiente importante para eles, como pessoas importantes da cidade, e que entendessem como funciona e quisessem cuidar”, explicou a coordenadora do projeto, Natalie Freret-Meurer. “O cavalo-marinho foi um ícone para fazer essa percepção de pertencimento, de cuidado. Mostrando que um animal muito sensível pode ocorrer nessa região e precisa ser cuidado por eles.”

A partir de agora, os jovens guardiões terão a missão de observar e relatar o que é feito de bom e de ruim no entorno da Laguna de Araruama. A ideia é que eles ajudem a promover atitudes diárias que contribuam para a melhoria do ecossistema.

A redução do consumo de resíduos e a prevenção do descarte inadequado na laguna são prioridades na atuação dos guardiões. Eles devem estar atentos à necessidade de um ambiente saudável não só para os animais, como os cavalos-marinhos, mas também para as pessoas. “A partir do momento em que se formam guardiões, eles têm a missão de trazer uma laguna mais saudável para eles próprios e para os outros seres vivos que vivem ali”, ressaltou Natalie.

O projeto é uma parceria entre o Projeto Cavalos-Marinhos e a prefeitura de Iguaba Grande, na Região dos Lagos do Rio de Janeiro. A iniciativa conta com a colaboração de outros projetos ambientais, como o Projeto Albatroz, o Projeto Mantas do Brasil e o BW, que atuam na proteção de aves marinhas, raias e no resgate de animais debilitados.

Um dos principais ensinamentos transmitidos aos guardiões é a importância de orientar a população sobre a proibição da captura de cavalos-marinhos, conforme a norma 455 do Ministério do Meio Ambiente. Apenas pesquisadores licenciados podem tocar nesses animais para fins de estudo.

O Projeto Cavalos-Marinhos, que existe há 23 anos, atua em todo o estado com o apoio do Programa Petrobras Socioambiental. Adotando o lema “Transformar para Conservar”, o projeto também trabalha com mulheres caiçaras, incentivando o desenvolvimento de biojoias a partir de escamas de peixes e o reaproveitamento de redes de pesca descartadas para a produção de artesanato. O projeto também atua na educação ambiental, na formação de professores da educação infantil e de guardas-parque de unidades de conservação.

Para quem encontrar um cavalo-marinho vivo, a recomendação é admirar o animal sem tocá-lo, deixando-o em seu habitat natural. É possível informar o projeto sobre o local e a data do avistamento através do site. Caso o animal seja encontrado morto, o contato pode ser feito pelo Whatsapp para que ele seja resgatado e utilizado em estudos.

Os crimes ambientais podem ser denunciados ao Ibama pelo telefone 0800 61 8080 ou pelo e-mail linhaverde.sede@ibama.gov.br, além das secretarias do Meio Ambiente locais.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

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