Iptu em taubaté pode ter alta média de 99% a partir de 2026

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G1

A partir de 2026, moradores de Taubaté podem enfrentar um aumento considerável no Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU). A prefeitura divulgou, nesta sexta-feira (7), uma projeção dos percentuais médios de aumento por bairro, condicionada à aprovação da nova Planta Genérica de Valores Imobiliários (PGVI), índice fundamental no cálculo do imposto.

A revisão da PGVI, proposta pela administração municipal, aponta para um acréscimo médio de 99% no IPTU da cidade. Alguns bairros, no entanto, devem sentir o impacto de forma mais acentuada. O Cataguá lidera a lista, com um aumento médio previsto de 370%. Em seguida, destacam-se a zona rural (315%), Registro (247%), Itapecerica (191%) e Quiririm (164%).

Em contrapartida, alguns bairros registrarão aumentos menos expressivos. Santa Luzia apresenta um acréscimo médio de 47%, seguido por Monção (52%), Cavarucanguera (53%), Independência (62%) e Centro (73%).

A Planta Genérica de Valores, descrita pela prefeitura como um “mapa” dos valores imobiliários na cidade, serve de base para o cálculo do IPTU. A administração municipal alega que a PGVI está desatualizada há quase 30 anos, o que gera imprecisões na cobrança do imposto e impacta a arrecadação municipal.

Para mitigar o impacto financeiro nos contribuintes, a prefeitura propõe um reajuste escalonado, limitado a 20% do valor referente ao ano anterior, acrescido da correção monetária do período.

Embora a prefeitura ainda não tenha divulgado os reajustes específicos por rua, a possibilidade de um aumento no IPTU já gera preocupação entre os moradores.

A administração municipal também informou que, dos 142 mil imóveis existentes na cidade, cerca de 10 mil poderão ter uma redução superior a 10% no valor do IPTU em relação ao que pagam atualmente. Para outros 4,5 mil imóveis, a redução deverá ser de até 10%, enquanto aproximadamente 700 não devem sofrer alterações.

A implementação dessas mudanças está condicionada à aprovação da nova PGVI pela Câmara Municipal. O projeto tramita na Casa e ainda não há data definida para votação.

Fonte: g1.globo.com

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