Investigação Revela Acesso Ilegal a Informações Protegidas por Grupo de Vorcaro

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© Esfera Brasil/Divulgação

Recentes investigações apontam que o grupo associado ao banqueiro Daniel Vorcaro, ex-proprietário do Banco Master, tinha acesso a informações confidenciais de investigações em andamento, incluindo dados do Ministério Público Federal (MPF), da Polícia Federal (PF) e até da Interpol. Essas revelações fazem parte de um relatório da PF, datado de 27 de fevereiro de 2023, que foi enviado ao ministro André Mendonça, relator da Operação Compliance Zero.

Detalhes da Investigação

O relatório da PF destaca a existência de um grupo denominado “A Turma”, que funcionava como uma estrutura paralela dedicada à vigilância e coerção, operando sob a liderança de Vorcaro. Um dos membros, Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como ‘Sicário’, foi destacado por sua atuação na obtenção irregular de informações sigilosas.

Acesso Clandestino

De acordo com o documento, Vorcaro pagava mensalmente R$ 1 milhão para manter as operações da ‘Turma’. Sicário foi responsável por acessar, de maneira recorrente e irregular, processos sigilosos em diversas instituições, utilizando logins de terceiros. A PF identificou que esses acessos eram realizados por meio de logins funcionais, permitindo a extração não autorizada de documentos.

Implicações e Ações da PF

O relatório detalha diversas interações entre Vorcaro e Sicário, evidenciando a busca de informações sobre inquéritos policiais. Em uma comunicação específica, Vorcaro solicitou atenção especial para um pedido, ao que um policial federal aposentado confirmou que tomaria as devidas providências. A PF sublinha que essa situação resultou em uma auditoria interna, revelando que o acesso indevido partiu da Delegacia de Juiz de Fora (MG).

Busca por Informações Sigilosas

Os investigadores também descobriram que Sicário realizava buscas específicas nos sistemas do MPF, utilizando termos como “BRB AND MASTER” para identificar procedimentos relacionados ao Banco de Brasília e ao Banco Master. Essas consultas revelaram que, em muitos casos, os processos eram de natureza sigilosa, o que levanta preocupações sobre a legalidade dos acessos.

Conclusão

As evidências apresentadas pela PF indicam um uso indevido de informações protegidas, que estavam sendo utilizadas para proteger a organização criminosa liderada por Vorcaro. Com a continuidade das investigações, espera-se que as autoridades possam tomar medidas adequadas para responsabilizar os envolvidos e proteger a integridade das instituições públicas.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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