Influenciador buzeira pode ser levado à força para depor na cpi dos pancadões

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G1

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Pancadões da Câmara Municipal de São Paulo solicitou a condução coercitiva do influenciador digital Bruno Alexander Souza Silva, conhecido como Buzeira. A decisão foi anunciada nesta quarta-feira pelo presidente da CPI, vereador Rubinho Nunes (União Brasil).

Segundo o vereador Nunes, Buzeira foi convocado a depor duas vezes, mas não compareceu a nenhuma das audiências, demonstrando desrespeito às convocações oficiais. O parlamentar ressaltou que a presença do influenciador se tornou “ainda mais necessária” após ele ter sido alvo de uma operação da Polícia Federal nesta semana.

“O elemento de nome Bruno Alexander Souza Silva, vulgo Buzeira, foi regularmente intimado e optou por desrespeitar esta comissão por duas vezes. Determino à Procuradoria que providencie, no imediato, o pedido de condução coercitiva do sujeito”, declarou Rubinho Nunes.

Buzeira, que possui mais de 15 milhões de seguidores, é conhecido por promover rifas e sorteios de carros, artigos de luxo e ações promocionais nas redes sociais. Ele foi preso pela Polícia Federal na terça-feira, durante uma operação para desarticular um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado ao tráfico internacional de drogas.

De acordo com Nunes, caso Buzeira aceite a convocação, poderá comparecer voluntariamente à Câmara Municipal. Caso contrário, será conduzido pela Polícia Penal.

A CPI dos Pancadões investiga a relação entre eventos de rua, tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e o uso de artistas e influenciadores digitais na promoção de atividades criminosas. A Procuradoria deve formalizar o pedido de condução coercitiva ainda nesta semana.

A defesa do influenciador ainda não se manifestou sobre o pedido de condução coercitiva. Em relação à operação da PF, o advogado Jonas Reis, responsável pela defesa de Buzeira, declarou que “não há, até o presente momento, qualquer elemento concreto que comprove envolvimento do influenciador em atividades ilícitas”.

O advogado afirmou que Bruno Alexssander Souza Silva “é trabalhador, possui residência fixa, fonte de renda lícita e atua há anos de forma pública e transparente nas redes sociais, sendo reconhecido nacionalmente por sua atividade profissional como criador de conteúdo digital”. Ele pediu respeito à presunção de inocência e ao devido processo legal.

A CPI dos Pancadões já ouviu depoimentos do produtor musical Henrique Alexandre Barros Viana e do professor Thiago Torres, conhecido como “Chavoso da USP”. A comissão busca esclarecer suspeitas de ligação com o crime organizado, presença de adolescentes nos bailes, hipersexualização nas músicas, consumo de drogas e bebidas alcoólicas nesses eventos. A CPI foi prorrogada por mais 120 dias.

Fonte: g1.globo.com

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