Guarda-vidas evitam afogamento de família na praia da Enseada, Guarujá

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G1

Uma ação rápida e eficaz do Grupamento de Bombeiros Marítimo (GBMar) garantiu a segurança de uma família – um pai e seus três filhos – em situação de risco no mar da Praia da Enseada, em Guarujá, litoral de São Paulo, no último sábado (24). O resgate no mar em Guarujá, próximo ao Morro do Maluf, ocorreu por volta das 13h e foi um exemplo da vigilância contínua dos guarda-vidas, que agiram prontamente para evitar um possível afogamento. As vítimas foram retiradas da água sem que houvesse constatação de qualquer grau de afogamento, demonstrando a importância da intervenção preventiva para a segurança de banhistas.

O resgate na Praia da Enseada

Ação rápida do Grupamento de Bombeiros Marítimo (GBMar)

No último sábado, 24 de fevereiro, por volta das 13h, a atenção e o preparo dos guarda-vidas do GBMar foram postos à prova na movimentada Praia da Enseada, no Guarujá. Uma família, composta por um pai e seus três filhos, enfrentava dificuldades no mar, na região próxima ao Morro do Maluf. Observando a situação de perigo, os agentes do GBMar não hesitaram em iniciar o procedimento de resgate, demonstrando a prontidão e a eficácia de seu trabalho.

A operação foi categorizada como um resgate por “pescaria”, um termo técnico utilizado quando o guarda-vidas auxilia o banhista a retornar a uma área onde ele consegue ficar em pé com segurança, antes que se configure um estado de afogamento. Esta abordagem preventiva é crucial e sublinha a importância da vigilância constante nas praias. Felizmente, graças à intervenção rápida e coordenada dos guarda-vidas, nenhuma das quatro pessoas precisou de atendimento médico por afogamento, retornando à areia em segurança. A cena, que capturou a atenção de outros frequentadores da praia, reforça a vitalidade do trabalho preventivo e da presença ostensiva dos bombeiros nas orlas. A capacidade de identificar e agir antes que uma situação de risco se agrave é um dos pilares da atuação do GBMar.

Os perigos invisíveis do mar

Correntes de retorno: as maiores ameaças

Embora o mar muitas vezes pareça calmo e convidativo, ele esconde perigos que podem surpreender até os nadadores mais experientes. Entre as ameaças mais significativas, as correntes de retorno destacam-se como as principais responsáveis pela maioria dos incidentes e afogamentos em praias. Essas correntes são verdadeiros “rios” subterrâneos, que fluem rapidamente em direção ao fundo do mar, arrastando tudo o que encontram pelo caminho em questão de segundos.

A principal dificuldade e o que as torna tão perigosas é a sua invisibilidade. Diferente de ondas fortes ou rochas expostas, as correntes de retorno são difíceis de identificar a olho nu, enganando muitos banhistas que subestimam seu poder. Elas podem surgir em qualquer praia, especialmente em áreas com características geográficas específicas que favorecem sua formação. Por isso, a sinalização é uma ferramenta fundamental. O GBMar, ciente dessa ameaça, utiliza placas vermelhas para alertar sobre áreas de alto risco, onde a formação de correntes de retorno é mais provável. Ignorar esses avisos é colocar a própria vida e a de seus acompanhantes em sério perigo. A educação sobre esses fenômenos e a obediência às orientações dos profissionais são essenciais para um banho de mar seguro e consciente.

Recomendações de segurança para banhistas

Orientações essenciais para evitar acidentes

A segurança nas praias é uma responsabilidade compartilhada entre as autoridades e os próprios frequentadores. Para minimizar os riscos e garantir que momentos de lazer não se transformem em tragédias, o Grupamento de Bombeiros Marítimo (GBMar) reitera uma série de orientações cruciais. Seguir estas dicas pode ser a diferença entre um dia tranquilo e uma emergência.

Primeiramente, é imperativo não entrar no mar em praias ou trechos sinalizados com placas vermelhas. Essas sinalizações indicam áreas de perigo iminente, seja pela presença de fortes correntes de retorno, buracos ou outras condições adversas que tornam o banho de mar desaconselhável. Respeitar esses avisos é o primeiro passo para a segurança.

Em segundo lugar, se não souber nadar ou tiver ingerido bebidas alcoólicas, evite entrar nas águas. A falta de habilidade na natação é um fator de risco óbvio, enquanto o álcool compromete a capacidade de julgamento, coordenação motora e tempo de reação, tornando a pessoa mais vulnerável a situações de perigo. Mesmo para quem sabe nadar, o consumo de álcool antes de entrar no mar é desaconselhado.

Por fim, mantenha sempre a água abaixo da linha da cintura. Esta é uma regra de ouro, especialmente para crianças e para aqueles que não estão familiarizados com as condições do mar. Ao manter-se em áreas rasas, é mais fácil manter o controle e reagir a qualquer corrente inesperada ou mudança no fundo do mar. Além dessas orientações, é sempre recomendável nadar próximo a postos de guarda-vidas, observar as bandeiras de sinalização e, em caso de dúvida sobre as condições do mar, perguntar aos profissionais. A prevenção é sempre a melhor estratégia para um dia seguro na praia.

Prevenção e a importância da vigilância costeira

A ocorrência de resgates bem-sucedidos, como o da família na Praia da Enseada, é um testemunho da importância vital da vigilância costeira e das ações preventivas realizadas pelo Grupamento de Bombeiros Marítimo (GBMar). A presença constante de guarda-vidas nas praias, equipados e treinados para diversas situações, é um pilar fundamental para a segurança pública em áreas litorâneas.

Os profissionais do GBMar não apenas realizam resgates em momentos de crise, mas também desempenham um papel crucial na educação e orientação dos banhistas. Sua expertise permite identificar perigos potenciais, como a formação de correntes de retorno, e alertar a população antes que incidentes ocorram. O uso de tecnologias como drones, que permitem uma visão aérea abrangente da orla, aprimora ainda mais a capacidade de monitoramento e resposta rápida a emergências. Investimentos contínuos em treinamento, equipamentos e conscientização são essenciais para manter a eficácia desses serviços, garantindo que as praias brasileiras permaneçam como locais de lazer seguros para todos. A prevenção, aliada a uma pronta resposta, é a chave para proteger vidas e evitar que o sonho do lazer se transforme em pesadelo.

Conclusão

O incidente na Praia da Enseada, no Guarujá, serve como um poderoso lembrete da imprevisibilidade do mar e da importância inestimável dos guarda-vidas. A rápida intervenção do Grupamento de Bombeiros Marítimo evitou que uma situação de risco se transformasse em tragédia, salvando um pai e seus três filhos. Este episódio sublinha a necessidade imperativa de que todos os banhistas sigam rigorosamente as orientações de segurança fornecidas pelos profissionais e respeitem as sinalizações. A vigilância contínua, a educação e a conscientização sobre os perigos do mar, como as correntes de retorno, são elementos cruciais para garantir um ambiente seguro em nossas praias. A colaboração entre o público e os serviços de resgate é a melhor forma de assegurar que o lazer no litoral seja sempre sinônimo de segurança e tranquilidade.

Perguntas frequentes (FAQ)

P: O que é uma corrente de retorno e como identificá-la?
R: Uma corrente de retorno é um fluxo de água forte e estreito que se move para o mar aberto, podendo arrastar banhistas. É difícil de identificar visualmente, mas pode-se notar uma área com menos ondas, coloração diferente da água ou detritos sendo levados para o fundo. A melhor forma de “identificá-la” é através das placas de sinalização vermelhas dos guarda-vidas.

P: Qual o procedimento conhecido como “pescaria” realizado pelos guarda-vidas?
R: A “pescaria” é uma técnica de resgate preventivo onde o guarda-vidas auxilia uma pessoa em dificuldades no mar a retornar para uma área rasa, onde ela consegue firmar os pés no chão, antes que o quadro de afogamento se configure. É uma intervenção rápida que evita a progressão do incidente.

P: Que precauções básicas devo tomar ao entrar no mar?
R: Evite áreas sinalizadas com bandeiras vermelhas, não entre na água se não souber nadar ou tiver ingerido álcool, e mantenha sempre a água abaixo da linha da cintura. Além disso, nade sempre próximo aos postos de guarda-vidas e nunca deixe crianças desacompanhadas.

Compartilhe estas dicas de segurança para ajudar a proteger vidas nas praias brasileiras e apoiar o trabalho incansável dos guarda-vidas.

Fonte: https://g1.globo.com

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