Governo Planeja Apoio Financeiro a Empresas com Fim da Jornada 6×1

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© Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

O governo brasileiro está elaborando estratégias para apoiar empresas que poderão enfrentar dificuldades devido ao término da jornada de trabalho 6×1. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, anunciou que a equipe econômica está avaliando a possibilidade de oferecer linhas de crédito e programas de capacitação.

Linhas de Crédito e Capacitação para Inovação

Durante uma entrevista à TV Band, Durigan ressaltou a importância de um suporte financeiro, que pode incluir linhas de crédito voltadas para a inovação. O objetivo é facilitar a adaptação das empresas à nova jornada de trabalho, que estabelece dois dias de descanso remunerado por semana e reduz a carga máxima de 44 para 40 horas semanais.

Apoio Focado em Setores Específicos

O governo está em fase de análise para identificar quais setores e empresas serão mais impactados pela alteração na escala de trabalho. A intenção é direcionar os recursos para aqueles que necessitam de maior apoio para se reestruturar, o que pode incluir modernização de processos e treinamento de funcionários.

Foco nas Pequenas Empresas

O ministro também mencionou que o limite de crédito para pequenas empresas foi ampliado de R$ 250 mil para R$ 500 mil. Essa medida busca garantir a liquidez necessária para que esses negócios mantenham suas operações diárias. Durigan enfatizou que, além do crédito, o governo espera oferecer capacitação através de parcerias com instituições como o Sebrae.

Avaliação do Impacto da Mudança

Com a nova regulamentação da jornada de trabalho já aprovada, Durigan indicou que o governo começará a avaliar os efeitos da mudança sobre diferentes segmentos da economia. Dados preliminares sugerem que entre 68% e 70% dos empregos no Brasil não estão vinculados à jornada 6×1.

Desafios Econômicos e Ajuste Fiscal

Além das mudanças na jornada de trabalho, Durigan abordou a questão das altas taxas de juros, que continuam a ser um desafio para a economia nacional. Ele reiterou a necessidade de um ajuste fiscal gradual, buscando superávits primários, mas sem comprometer políticas públicas ou a estabilidade econômica.

O ministro destacou que qualquer proposta de ajuste fiscal que exija cortes abruptos em programas sociais poderia ter efeitos adversos significativos, e a estratégia do governo será focada em uma transição suave.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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