Na Cúpula de Líderes do G20, o Presidente Lula enfatizou a importância de debater a soberania dos países em relação ao conhecimento e ao valor agregado dos minerais críticos. O encontro das maiores economias globais está ocorrendo em Joanesburgo, na África do Sul.
A edição deste ano aborda também temas como inteligência artificial e a promoção de trabalho decente. Lula acredita que a transição energética oferece oportunidades para expandir as fronteiras tecnológicas e redefinir a maneira como os recursos naturais são explorados, especialmente os minerais críticos.
“Países com grandes reservas de minerais não devem ser tratados apenas como fornecedores, ficando à margem da inovação tecnológica. A questão central não é apenas a posse desses recursos, mas o controle do conhecimento e do valor agregado que deles derivam”, afirmou o presidente.
O Brasil detém cerca de 10% das reservas mundiais desses elementos, segundo o Instituto Brasileiro da Mineração. Entre eles, destacam-se lítio, cobalto, níquel e terras raras, componentes essenciais para baterias de veículos elétricos, turbinas eólicas, painéis solares e semicondutores.
Lula também mencionou a criação do Conselho Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos no Brasil, com o objetivo de planejar políticas para a exploração desses minerais. Ele assegurou que o país não pretende ser apenas um exportador, mas sim um parceiro na cadeia global de valor desses elementos. Reforçou, ainda, que a discussão sobre minerais críticos está intrinsecamente ligada à soberania das nações.
“A soberania não se mede pela quantidade de depósitos naturais, mas pela capacidade de transformar recursos através de políticas que beneficiem a população. Precisamos de investimentos ambientalmente e socialmente responsáveis que contribuam para fortalecer a base industrial e tecnológica dos países detentores de recursos”, declarou.
Ao término da reunião do G20, um documento sobre minerais críticos será publicado, defendendo a ideia de que esses produtos sejam beneficiados em seus países de origem.
Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br


