Fifa: Análise Revela Aumento de Ataques Racistas Durante a Copa do Mundo

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© REUTERS/Dylan Martinez/Proibida reprodução

A Federação Internacional de Futebol (Fifa) publicou um relatório alarmante sobre o comportamento nas redes sociais durante a Copa do Mundo deste ano. A análise abrangeu mais de 17 milhões de postagens, das quais aproximadamente 240 mil foram consideradas ofensivas, com 20% delas apresentando conteúdo racista. Esta divulgação ocorreu na véspera do Dia Mundial da Saúde Mental.

Metodologia da Análise

O estudo foi realizado entre 9 de junho e 20 de julho, utilizando plataformas como X (antigo Twitter), Instagram, Facebook e TikTok. Foram monitoradas as interações envolvendo as 48 seleções participantes e 1.606 usuários, incluindo atletas, treinadores e membros das equipes de arbitragem.

Dados Relevantes

Os dados indicam que as postagens ofensivas foram dirigidas a 812 indivíduos, mostrando que mais da metade dos participantes da Copa enfrentaram algum tipo de ataque. Após a análise, 477.217 mensagens foram revisadas manualmente, com 9,2 milhões de postagens bloqueadas automaticamente antes de serem visualizadas pelo público.

Casos Específicos de Abuso

Um jogador não identificado foi alvo de mais de 10 mil mensagens abusivas durante o torneio, 40% delas de natureza racista. O aumento dos ataques coincidiu com comentários depreciativos feitos por uma figura pública, que foram amplamente disseminados nas redes sociais.

Ação de Personalidades e Ataques Direcionados

Um exemplo notável ocorreu quando a senadora paraguaia Celeste Amarilla atacou o jogador Kylian Mbappé, utilizando termos racistas e pejorativos. Esse tipo de retórica contribui para um ambiente tóxico nas redes sociais, especialmente durante eventos esportivos de grande visibilidade.

Diversidade de Ofensas e Seus Impactos

O relatório também destacou que 15% das postagens continham alegações de corrupção direcionadas à Fifa, enquanto 14% eram ameaças de violência. Ataques de natureza xenofóbica representaram 12% do total. A seleção francesa foi a mais atacada, com 33% dos comentários sendo racistas, enquanto a Inglaterra sofreu 21% de ofensas relacionadas a raça e nacionalidade.

Compromisso da Fifa

Em resposta a esses dados preocupantes, o presidente da Fifa, Gianni Infantino, reiterou o compromisso da organização em proteger a comunidade do futebol contra discursos de ódio, utilizando tecnologia avançada para combater tanto conteúdos gerados por indivíduos quanto aqueles criados por inteligência artificial.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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