O corpo do ex-deputado Paulo Frateschi está sendo velado desde a manhã desta sexta-feira na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp). Familiares, amigos e figuras políticas se reuniram para prestar suas últimas homenagens ao político, falecido na quinta-feira após um ataque em sua residência na zona oeste da capital.
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, interrompeu sua participação na COP30 em Belém para comparecer ao velório e homenagear o amigo de longa data. Visivelmente emocionado, Haddad relembrou a amizade de mais de 40 anos com Frateschi, descrevendo-o como uma figura excepcional, generosa, adorável e um dos membros mais queridos do Partido dos Trabalhadores (PT). O ministro destacou a resiliência de Frateschi diante das adversidades e seu compromisso contínuo com a luta por um país melhor, mencionando seu papel na organização do movimento popular durante a redemocratização e a campanha das Diretas Já.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, impossibilitado de comparecer pessoalmente, enviou uma mensagem que foi lida pelo irmão de Paulo, o ator Celso Frateschi. Outros políticos como Ivan Valente, José Dirceu, José Genoíno, Rui Falcão, Adriano Diogo, Eduardo Suplicy e o escritor Fernando Morais também marcaram presença.
O presidente do PT, Edinho Silva, enfatizou a liderança de Paulo e sua dedicação à redemocratização do país, descrevendo-o como uma liderança forte na história do PT, que dedicou sua vida à construção de um Brasil mais justo e humano.
Um cortejo fúnebre partiu da Alesp às 14h, com destino ao Cemitério Memorial Parque Jaraguá, onde o sepultamento estava previsto para as 15h30.
Frateschi deixa esposa, filhas, netos e irmãos. Sua filha mais velha, Yara, descreveu o pai como um lutador e guerreiro que dedicou sua vida ao país e à democracia. Ela também mencionou o sofrimento psíquico enfrentado por seu irmão, Francisco, ressaltando que ele não tem consciência de seu ato e necessita de compreensão e cuidado.
Paulo Frateschi foi um membro histórico do PT. Durante a ditadura militar, ele se opôs ao regime, sendo preso e torturado em 1969. Posteriormente, participou da fundação do Partido dos Trabalhadores, sendo filiado desde os primeiros anos. Foi eleito deputado estadual em 1982, exercendo o cargo entre 1983 e 1987. Além disso, presidiu o PT no estado de São Paulo, integrou o diretório nacional do partido e atuou como secretário municipal de Relações Governamentais nas gestões de Marta Suplicy e Fernando Haddad.
Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br


