Exposição ‘Terror Celestial’ Reinterpreta o Medo Através da Arte LGBT+ em Fortaleza

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© Trojany/Exposição Terror Celestial

A partir do dia 18 de setembro, o Museu de Arte Contemporânea (MAC Dragão), em Fortaleza, inaugura a exposição ‘Terror Celestial’, que reúne obras de 24 artistas LGBT+. A mostra tem como objetivo reimaginar a temática do medo e do terror, refletindo sobre a relação da comunidade LGBT+ com essas forças ao longo da história.

A Proposta da Exposição

O curador Lucas Dilacerda, em entrevista à Agência Brasil, explica que a exposição busca explorar como a sociedade frequentemente rotula a população LGBT+ como ‘anormal’, muitas vezes usando termos pejorativos que desumanizam. Essa violência verbal e social gera traumas que se manifestam na vida adulta, e a mostra se propõe a investigar como esses artistas reinterpretam o imaginário do terror em suas obras.

Reimaginando o Medo

Dilacerda observa que a exposição reflete a tendência humana de projetar seus medos em grupos considerados ‘diferentes’, como a população LGBT+. Os filmes de terror, por exemplo, transformam esses medos em monstros, oferecendo um alívio à condição humana. A exposição apresenta obras que rompem com as fronteiras tradicionais, trazendo figuras híbridas e paisagens surrealistas, transformando o terror em uma fonte de criatividade.

Seleção dos Artistas

Para a curadoria, foi realizada uma extensa pesquisa que incluiu quase 300 portfólios de artistas LGBT+. A seleção levou em conta a diversidade de raça, território e gerações, enfatizando que a comunidade LGBT+ é plural e não se limita a um único estereótipo.

Acessibilidade e Inclusão

A exposição ‘Terror Celestial’ também se destaca por suas iniciativas de acessibilidade. Recursos como textos em Libras, audiodescrição e prancha de comunicação alternativa são disponibilizados para garantir que todos os públicos possam desfrutar da experiência, acessíveis através de uma plataforma digital por QR Code ou com o apoio da equipe educativa.

Temáticas da Exposição

A mostra é dividida em três linhas curatoriais: ‘Monstros e Quimeras’, ‘Espiritualidade Terrena’ e ‘Terror das Formas’. Cada uma explora diferentes aspectos da experiência LGBT+, desde a exploração da monstruosidade até a busca por espiritualidade em contextos de opressão, refletindo sobre a diversidade das expressões artísticas.

Monstros e Quimeras

A primeira linha aborda a ideia de monstruosidade como uma forma de transcender as limitações do entendimento humano, apresentando obras que misturam reinos e exploram a criação de seres híbridos.

Espiritualidade Terrena

A segunda linha se concentra na relação da comunidade LGBT+ com a religião, destacando tradições que oferecem cura e conexão espiritual, refletindo sobre a busca por espaços seguros de espiritualidade.

Terror das Formas

Por fim, a terceira linha explora o conceito de ‘terrorismo de gênero’, onde a desobediência é vista como uma forma de criar novas existências, desafiando normas e apresentando novas expressões artísticas.

A exposição ‘Terror Celestial’ não apenas convida à reflexão sobre o medo e a opressão, mas também celebra a diversidade e a criatividade da população LGBT+, tornando-se um espaço de resistência e transformação através da arte.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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