Na Comunidade Nossa Senhora das Virtudes II, localizada no bairro Jaguaré, zona oeste de São Paulo, moradores relataram a percepção de um forte odor de gás aproximadamente três horas antes de uma explosão que resultou na morte de um homem de 49 anos e na interdição de diversas residências. A tragédia ocorreu na tarde de segunda-feira (11).
Relatos de Moradores
Lúcia Monteiro, uma das residentes da área, descreveu que o cheiro intenso começou a ser sentido entre 12h e 13h. Ela e sua irmã se sentiram inseguras e usaram máscaras para proteção, temendo que o odor pudesse estar relacionado a um vazamento em sua própria cozinha.
Interação com a Sabesp
Ao perceber o cheiro, Lúcia se dirigiu à rua e encontrou trabalhadores da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) realizando obras. Questionados sobre a situação, os funcionários informaram que haviam acidentalmente danificado uma tubulação de gás e que a distribuidora Comgás já havia sido notificada.
Consequências da Explosão
A explosão ocorreu por volta das 16h, e a equipe da Comgás já estava no local desde as 15h30. Ana Cristina Ferreira Gomes, líder comunitária, afirmou que muitos moradores relataram o odor de gás e tentaram alertar as equipes da Sabesp, mas a gravidade da situação não foi compreendida a tempo.
Impactos e Ações Emergenciais
Além da fatalidade de Alex Sandro Fernandes Nunes, outras três pessoas ficaram feridas, incluindo um funcionário da Sabesp. Em resposta ao incidente, a Sabesp e a Comgás anunciaram um auxílio emergencial de R$ 5 mil para as famílias afetadas. A Defesa Civil registrou 194 famílias cadastradas para receber essa ajuda.
Avaliação e Recuperação
Elizabeth Melo, uma das vizinhas, expressou a devastação causada pela explosão em sua casa, que sofreu danos significativos. Ela, que estava ausente no momento do ocorrido, conseguiu resgatar alguns pertences, mas enfrentou dificuldades devido à destruição do imóvel.
Trabalho da Defesa Civil
O tenente Maxwel, representante da Defesa Civil, informou que as equipes estão realizando avaliações e perícias para entender a extensão dos danos e determinar os próximos passos para os moradores. A preocupação principal é quando as famílias poderão retornar às suas casas e se terão direito a indenização.
A situação continua a ser monitorada, com esforços concentrados na avaliação estrutural dos imóveis afetados e na assistência às famílias que perderam seus lares.


