Ex-marido condenado por orquestrar crime que deixou ex-esposa paraplégica

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G1

Andrews Ribeiro de Oliveira foi sentenciado a 25 anos e 8 meses de prisão em regime fechado, considerado o mandante da tentativa de homicídio contra sua ex-esposa, Ingrid Mendonça Ribeiro. A balconista tornou-se paraplégica após ser vítima de um assalto simulado na cidade de Iguape, interior de São Paulo. O crime, ocorrido em outubro de 2020, foi orquestrado pelo ex-marido que, inconformado com o fim do relacionamento, planejou a ação criminosa.

O ataque aconteceu no interior de uma farmácia localizada no centro da cidade. Dois homens armados invadiram o estabelecimento, anunciaram o assalto e, após trancarem os funcionários, um deles disparou contra Ingrid. A fuga dos criminosos terminou em um acidente, com o carro capotando. Um dos assaltantes morreu no local, enquanto Jhonatas Silva de Araújo sobreviveu e confessou ter recebido R$ 5 mil adiantados e a promessa de mais R$ 13 mil para executar o plano a mando do ex-marido de Ingrid.

Jhonatas Silva de Araújo, o sobrevivente do acidente e executor do plano, foi julgado e condenado a 27 anos e um mês de reclusão em regime fechado, acrescidos de 2 anos e 4 meses de detenção em regime semiaberto.

Andrews Ribeiro de Oliveira foi condenado por tentativa de homicídio qualificada por motivo fútil, emprego de meio cruel, feminicídio, violência doméstica, discriminação de gênero e prática na presença de familiar da vítima.

Jhonatas Silva de Araújo, além da condenação por tentativa de homicídio qualificada por motivo torpe, fútil e cruel, também foi responsabilizado por dois roubos majorados, adulteração de sinal identificador de veículo e homicídio culposo na direção. Ele foi absolvido da acusação de receptação.

Em depoimento anterior ao julgamento, Ingrid expressou sua determinação em acompanhar o processo judicial, buscando justiça pelo crime que a deixou com graves sequelas. A mãe da vítima, Rosemare Mendonça de Lima, enfatizou o sofrimento da filha e a busca da família por justiça diante das dificuldades enfrentadas.

A advogada de Ingrid, Patrícia Mara Benevides Roche, ressaltou que Andrews ignorou medidas protetivas e boletins de ocorrência registrados contra ele, demonstrando total desprezo pela segurança da vítima e planejando sua morte de forma premeditada. “Ele não conseguiu matar a Ingrid, mas destruiu todos os sonhos dela”, lamentou a advogada.

O caso teve início em setembro de 2020, quando Ingrid solicitou o divórcio após cinco anos de casamento, denunciando agressões por parte do marido. Andrews chegou a tentar interferir no emprego de Ingrid e a perseguia constantemente, recusando-se a formalizar a separação. A situação se agravou com a invasão da residência de Ingrid por Andrews, mesmo com a existência de uma medida protetiva. O crime na farmácia ocorreu em 16 de outubro, culminando com o disparo que deixou Ingrid paraplégica.

Fonte: g1.globo.com

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