Estratégias para Atendimento Oftalmológico de Crianças com Autismo

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© Paula Laboissière/Agência Brasil

O atendimento oftalmológico a crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA) apresenta diversas dificuldades, como hipersensibilidade sensorial e resistência a mudanças na rotina. A oftalmologista Raíra Fortuna destaca que cerca de 40% dessas crianças apresentam transtornos de ansiedade, enquanto menos de 4% dos médicos têm formação específica para atendê-las.

Desafios no Atendimento a Crianças com TEA

Crianças com TEA podem demonstrar comportamentos que são frequentemente mal interpretados como desobediência. No entanto, Raíra enfatiza que esses comportamentos frequentemente refletem confusão ou sobrecarga sensorial em ambientes não adaptados. Isso pode resultar em dificuldades para realizar exames oftalmológicos, essenciais para a saúde ocular.

Importância do Atendimento Especializado

Estudos indicam uma prevalência de estrabismo de 41% entre crianças com TEA, em contraste com apenas 3% em crianças típicas. Portanto, é crucial que os profissionais de saúde se empenhem em melhorar o atendimento a esses pacientes.

Estratégias para um Atendimento Eficaz

Durante o 70º Congresso Brasileiro de Oftalmologia, Raíra apresentou estratégias que podem tornar as consultas oftalmológicas mais tranquilas e produtivas para crianças com TEA. Essas estratégias incluem:

Preparação: Começar a consulta antes da chegada da criança, com um agendamento inteligente e um questionário pré-consulta para entender o perfil sensorial e as necessidades da criança.Adaptação do Ambiente: Criar um espaço de espera mais calmo, minimizar estímulos sensoriais e permitir que a criança traga objetos de conforto.Execução do Exame: Usar uma comunicação clara e objetiva, mostrar os equipamentos antes do uso e permitir intervalos durante o exame.

Raíra ressalta que quando um exame não é bem-sucedido, pode ser necessário revisar as abordagens utilizadas. A capacitação de toda a equipe é fundamental para garantir um atendimento adequado.

Conclusão

Investir na preparação do ambiente e na formação dos profissionais é essencial para proporcionar um atendimento de qualidade às crianças com TEA. Com abordagens adequadas, é possível facilitar o processo de exame oftalmológico e promover a saúde ocular dessas crianças.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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