Escotismo no Rio de Janeiro: Mais de 4 mil participantes celebram o Grande Jogo Regional 2026

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© Rovena Rosa/Agência Brasil

O Aterro do Flamengo foi palco de um encontro marcante para o movimento escoteiro fluminense. O Grande Jogo Regional 2026, um dos eventos mais aguardados do calendário, reuniu mais de 4 mil escoteiros de todas as idades, desde crianças a adultos, em uma celebração vibrante de aprendizado e união.

Uma Celebração de Tradição e Crescimento

O evento, que integra as comemorações da Semana Escoteira e do Dia Mundial do Escotismo, tem uma longa história no Rio de Janeiro, sendo realizado no Aterro do Flamengo desde a década de 1980. Edinilson Régis, diretor-presidente da União dos Escoteiros do Brasil Regional Rio de Janeiro (UEB-RJ), destacou a abrangência do encontro, que congrega escoteiros de diversas unidades e faixas etárias, com idades entre 5 e 22 anos.

O método educativo escoteiro, pilar central do movimento, foi o fio condutor das atividades. Ele se baseia em princípios como trabalho em equipe, cooperação e protagonismo juvenil, incentivando os jovens a serem protagonistas de seu próprio desenvolvimento.

Atividades Educativas e de Integração

Durante o Grande Jogo Regional, os participantes foram envolvidos em um percurso repleto de atividades educativas e de integração. Essas dinâmicas foram cuidadosamente planejadas para estimular a criatividade, o raciocínio e a aplicação de conhecimentos práticos, incluindo temas essenciais como primeiros socorros. O evento teve início pela manhã e se estendeu até a tarde, culminando em uma concentração para a divulgação dos resultados alcançados.

O Impacto Transformador do Escotismo na Vida dos Jovens

O escotismo tem um impacto profundo e positivo na formação dos jovens, conforme atestam os próprios participantes e seus familiares. Ellisiane Pereira, mãe de um jovem escoteiro, relata a evolução notável de seu filho desde que ingressou no movimento. Ela enfatiza o sentimento de acolhimento e as habilidades desenvolvidas, como competências essenciais para a vida em sociedade, descrevendo a comunidade escoteira como uma “grande família”.

Gabriel Handl, educador escoteiro, reforça essa visão, acreditando que as atividades vão muito além do contato com a natureza, visando formar “pessoas boas para o mundo”. Bernardo Tavares de Sá, um jovem escoteiro, compartilha como o movimento o auxiliou em seu crescimento pessoal, no desenvolvimento do senso de liderança e na construção de amizades valiosas, considerando o escotismo um dos pilares de sua vida.

Educação Não Formal e Princípios Fundamentais

Edinilson Régis explica que o escotismo se insere no campo da educação não formal, oferecendo um complemento valioso à educação tradicional. Ele combina atividades práticas, imersão na natureza e vivências em grupo, sob o lema “aprender fazendo”. Essa abordagem capacita crianças e jovens a serem agentes de transformação em suas comunidades.

Pilares do Movimento Escoteiro

As atividades são adaptadas a cada faixa etária, desde o universo lúdico dos “lobinhos” e “filhotes”, com seus personagens e histórias, até as atividades de campo e acampamentos para os escoteiros mais velhos. Essa progressão ensina independência, responsabilidade e a importância do respeito mútuo, preparando os jovens para os desafios da vida adulta.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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