Mais de 4,8 milhões de candidatos se preparam para realizar as primeiras provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) no próximo domingo, dia 9. Os participantes enfrentarão a prova de redação e 90 questões de múltipla escolha, exigindo não apenas conhecimento em diversas áreas, como interpretação de textos, gramática, literatura, história, geografia, filosofia, sociologia e língua estrangeira, mas também um eficiente gerenciamento do tempo, já que terão 5 horas e 30 minutos para concluir o exame.
Um professor de história, Glauco Pinheiro, orienta os candidatos a priorizarem a leitura do tema da redação logo no início da prova e a dedicarem entre uma hora e meia para a elaboração do texto, evitando deixar a transcrição para o final. Ele também desaconselha “chutar” questões por falta de tempo, a fim de não comprometer a coerência pedagógica necessária para um bom desempenho, considerando a metodologia de cálculo utilizada pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), conhecida como Teoria de Resposta ao Item (TRI). A mesma recomendação se aplica ao segundo dia de provas, em 16 de novembro, quando serão avaliados os conhecimentos em matemática, biologia, química e física, com foco em raciocínio lógico e aplicação de fórmulas.
A Teoria de Resposta ao Item (TRI) é o método utilizado para calcular as notas do Enem. Diferentemente de outros sistemas, a TRI não considera o número total de acertos, mas sim a coerência das respostas. O modelo matemático avalia a consistência das respostas com base no grau de dificuldade de cada questão. A expectativa é que os participantes que acertarem questões difíceis também acertem as fáceis, seguindo a lógica de que o conhecimento é adquirido de forma cumulativa, onde habilidades complexas dependem do domínio de habilidades mais simples.
A TRI considera três parâmetros para cada questão: o parâmetro de discriminação, que avalia a capacidade da questão de diferenciar os candidatos que dominam o conteúdo daqueles que não dominam; o parâmetro de dificuldade, que atribui maior valor às questões mais difíceis; e o parâmetro de acerto casual, que estima a probabilidade de acerto por “chute”. A nota final reflete a relação entre a probabilidade de um participante responder corretamente a uma questão, seu conhecimento na área avaliada e as características dos itens.
É importante ressaltar que a nota do Enem não é calculada apenas com base na quantidade de erros e acertos. Candidatos com o mesmo número de acertos podem ter notas diferentes, dependendo das questões que acertaram. Apesar disso, existe uma relação entre o número de acertos e a nota final, ou seja, um número alto de acertos geralmente resulta em uma nota alta.
Embora não seja recomendado, o Inep esclarece que acertar uma questão “no chute” não necessariamente diminui a nota, mas o valor desse acerto é menor em comparação com acertos que demonstram coerência pedagógica. Deixar uma questão em branco é sempre considerado um erro. Portanto, é sempre preferível responder a questão, mesmo que seja um “chute”, já que uma resposta correta sempre contribui para aumentar a nota.
As notas mínimas e máximas do Enem variam a cada ano, dependendo das questões da prova. As notas mínimas e máximas de cada área de conhecimento serão divulgadas pelo Inep em janeiro de 2026, juntamente com os resultados individuais dos participantes.
Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br


