Em meio ao vazio e a saudade, adeus ao radialista celso rabelo

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© Arte/Agência Brasil

Profundo pesar marca a despedida do radialista Celso Rabelo, que faleceu ontem, vítima de complicações da diabetes. A notícia deixa um vácuo entre amigos e colegas, que lamentam a perda de um profissional dedicado e um companheiro leal.

Rabelo travou uma batalha incansável pela vida, demonstrando a mesma garra que o impulsionou na defesa da valorização de sua profissão. Sua paixão pelo rádio era evidente em cada projeto que abraçava, deixando uma marca indelével no cenário da comunicação.

Reconhecido por sua maestria na sonoplastia, Celso era um verdadeiro artesão de mundos. Com sensibilidade e talento, ele moldava atmosferas, traduzia sentimentos e transportava os ouvintes para lugares distantes, como os recantos da Amazônia, onde o som se torna guia.

A partida de Celso Rabelo representa a perda de um irmão e amigo, um confidente que acompanhou inúmeras jornadas pelo Brasil. A ausência do radialista deixa um vazio profundo, que se manifesta no silêncio do rádio, no espaço entre um som e outro, onde a saudade se faz presente.

Curiosamente, a temática do “vazio” ganha ainda mais destaque neste momento, ecoando na ocupação cultural “VAZIOsobreTERRA: Cocriar Rota de Fuga”, que ocorrerá em Belém, entre os dias 10 e 17 de novembro. O evento, que antecede a COP-30, ocupará o Museu de Arte de Belém (Palácio Antônio Lemos), o Pavilhão de Cultura e Entretenimento da COP-30, e a Casa Janeraka, com vivências criativas.

Com curadoria de Isadora Canela, a ocupação propõe uma reflexão sobre o vazio como oportunidade, como um espaço fértil para o encontro entre o ser humano e o planeta. Um silêncio que pode gerar novas formas de vida, de arte e de esperança.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

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