Droga de balada: cetamina apreendida em campinas ia para festas em sc

4 Tempo de Leitura
G1

Uma operação de combate ao tráfico de drogas resultou na prisão de três pessoas e na apreensão de 1.418 ampolas de cetamina na região de Campinas. A Polícia Civil de Estiva Gerbi investiga o caso e aponta que o medicamento veterinário era desviado para ser vendido como droga em festas nos estados de Santa Catarina e Paraná.

De acordo com as investigações, a substância, avaliada em mais de R$ 560 mil no mercado ilegal, era comercializada como droga recreativa. A delegada Gisele Castelo informou que a suspeita é que o destino final da cetamina fosse Balneário Camboriú e outras cidades com festas.

A operação, coordenada pelas polícias civil e militar do Paraná, em conjunto com o Ministério da Agricultura e da Pecuária (MAPA), cumpriu 12 mandados de busca e apreensão em cinco estados. As ações se estenderam por diversas cidades, incluindo Curitiba e Fazenda Rio Grande no Paraná; Mogi das Cruzes, Itapira, Estiva Gerbi, Valinhos, Indaiatuba, Campinas e São José do Rio Preto em São Paulo; Belo Horizonte em Minas Gerais; Várzea Grande no Mato Grosso; e Macaé no Rio de Janeiro.

Entre os presos estão um casal de Mogi Guaçu (SP), um residente de Itapira (SP) e outro de Curitiba (PR). Duas caminhonetes pertencentes ao casal também foram apreendidas. Todo o material apreendido e os detidos foram levados para a delegacia de Estiva Gerbi, onde parte das ampolas foi localizada.

As investigações apontam que o esquema criminoso movimentou cerca de R$ 10 milhões com a venda ilegal da substância entre fevereiro e abril deste ano. Em outubro, outras investigações sobre roubos de cetamina em Estiva Gerbi e Mogi Mirim já haviam levado à prisão de três homens.

A cetamina é um medicamento anestésico de uso restrito a médicos veterinários, que devem armazená-lo em local seguro e com controle rigoroso, conforme as normas do Ministério da Agricultura e Pecuária. Cada compra gera um número de registro, permitindo o rastreamento da substância.

Durante a operação, parte dos medicamentos apreendidos foi encontrada em uma loja de plantas ornamentais em Estiva Gerbi, resultando na prisão da responsável. O restante estava na residência da mesma mulher, em Mogi Guaçu, onde seu marido também foi preso em flagrante. As autoridades constataram diversas irregularidades, incluindo a remoção das etiquetas das embalagens dos produtos.

A delegada Gisele Castelo também informou que notas fiscais emitidas nas cidades de Estiva Gerbi e Mogi Guaçu foram rastreadas até o estado do Paraná, indicando a rota de distribuição da droga.

A investigação da Polícia Civil do Paraná teve início após a apreensão de 1.171 unidades de cetamina pela Polícia Militar em maio, em uma casa em Curitiba. O material estava acompanhado de notas fiscais e prescrições assinadas por uma médica veterinária, o que levantou suspeitas por parte das autoridades. Após análise dos documentos, os investigadores identificaram pagamentos em dinheiro que ultrapassavam R$ 100 mil, além de compras fracionadas em diversas notas fiscais emitidas com poucos minutos de diferença, o que indicava a possível prática de atividades ilícitas.

As investigações revelaram que a médica veterinária responsável pelas prescrições era recém-formada e que, entre fevereiro e abril deste ano, solicitou autorização ao órgão federal para adquirir 28 mil unidades do medicamento. Com base nessas informações, a polícia mapeou a estrutura do grupo, que, segundo a investigação, atuava na prescrição, distribuição e venda ilegal do anestésico no Paraná e em Santa Catarina.

Fonte: g1.globo.com

Compartilhe está notícia