Em um dia marcado por alívio no mercado financeiro global, o dólar registrou uma queda de cerca de 1%, encerrando setembro com uma leve desvalorização. O índice da bolsa brasileira subiu aproximadamente 1,5% no pregão e acumulou um crescimento superior a 5% ao longo do mês.
Cenário do Mercado Financeiro
A reação dos mercados foi impulsionada por dados de inflação dos Estados Unidos que ficaram abaixo das expectativas, diminuindo a pressão para novas elevações das taxas de juros pelo Federal Reserve. A situação política e econômica no Brasil, incluindo o cenário eleitoral e a formação da taxa de câmbio de final de mês, também influenciaram as movimentações. Adicionalmente, os preços do petróleo subiram, refletindo preocupações contínuas sobre tensões no Oriente Médio.
Dados do Mercado
Confira os principais números do dia: – Dólar à vista: R$ 5,174 (-0,76%) – Variação do dólar em setembro: -0,15% – Ibovespa: 186.340,46 pontos (+1,37%) – Variação do Ibovespa em setembro: +5,03% – Preço do petróleo tipo Brent: US$ 98,03 (+1,94%) – Preço do petróleo tipo WTI: US$ 90,42 (+1,16%).
Desempenho do Dólar
O dólar comercial encerrou o dia com uma queda de 0,76%, cotado a R$ 5,174, atingindo uma mínima de R$ 5,164 durante a sessão. No acumulado de setembro, a moeda estrangeira apresentou um recuo de 0,15%, enquanto no terceiro trimestre teve uma leve alta de 0,23%. Desde o início de 2026, o dólar acumula uma desvalorização de 5,75%.
Influência da Inflação nos EUA
Os dados de inflação divulgados nos Estados Unidos foram determinantes para o comportamento do câmbio. O núcleo do índice de preços de gastos com consumo (PCE), que exclui alimentos e energia, subiu apenas 0,2% em agosto, abaixo da expectativa de 0,3%. O PCE total avançou 0,3%, também abaixo da projeção de 0,4%. Esses resultados reduziram as expectativas de uma nova alta nas taxas de juros em outubro, impactando positivamente o mercado financeiro.
Avanço da Bolsa Brasileira
O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, teve um crescimento de 1,37% nesta quarta-feira, fechando em 186.340,46 pontos. Ao longo de setembro, o índice acumulou uma alta de 5,03% e 8,32% no terceiro trimestre. O movimento ascendente foi impulsionado principalmente por ações do setor bancário e outras ligadas à economia interna, beneficiadas pelo ambiente externo favorável.
Fluxo de Investimentos Estrangeiros
Os dados da B3 indicam que até 28 de setembro, houve uma entrada líquida de R$ 9,569 bilhões em investimentos estrangeiros no mercado de ações brasileiro, contrastando com a retirada de R$ 18,1 bilhões em agosto. O saldo acumulado no ano é positivo em quase R$ 29 bilhões, demonstrando um interesse renovado por ativos brasileiros.
Mercado de Petróleo
Os contratos futuros de petróleo encerraram o dia em alta, acompanhando as tensões no Oriente Médio. O preço do Brent para dezembro subiu 1,94%, alcançando US$ 98,03 por barril, enquanto o WTI para novembro avançou 1,16%, cotado a US$ 90,42 por barril. Em setembro, o WTI acumulou uma alta de cerca de 6% e o Brent cerca de 7%.
Tensões Geopolíticas e Estoques
Enquanto a recuperação das exportações de petróleo do Oriente Médio continua, dados do Departamento de Energia dos EUA mostraram um aumento inesperado nos estoques de petróleo, enquanto os estoques de gasolina caíram significativamente. A situação no Estreito de Ormuz, onde um navio-tanque foi atingido, também permanece sob observação, evidenciando as complexidades do mercado global de petróleo.
Essas dinâmicas refletem um mês de setembro movimentado, com a moeda americana em queda e a bolsa brasileira se valorizando, em um contexto de influências internacionais e locais.


