Cura natural: o poder medicinal das árvores da mata atlântica

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O conhecimento sobre o uso de plantas medicinais é transmitido popularmente e serve como base pa...

Com a chegada da primavera, a natureza se renova, e as árvores da Mata Atlântica, no Litoral Norte, exibem sua beleza em cores e formas. Além do espetáculo visual proporcionado por ipês de diversas cores, grumixamas e aroeiras, muitas dessas árvores escondem um tesouro: propriedades medicinais capazes de auxiliar no tratamento de diversas enfermidades.

No Viveiro Municipal Aroeira, vinculado à Secretaria de Meio Ambiente, mudas de diversas espécies são cultivadas para reflorestamento e recuperação ambiental. Além das árvores de floração exuberante, o viveiro produz mudas de árvores frutíferas nativas, que servem de alimento para a fauna local, como pássaros e esquilos.

A distribuição gratuita de mudas ocorre em eventos educativos e ações apoiadas pela prefeitura. A prioridade do Viveiro Municipal é a recomposição florestal da Mata Atlântica, o que motivou a suspensão da doação de mudas diretamente no local, visando aumentar os estoques para as ações de replantio.

A produção do Viveiro Municipal Aroeira está alinhada com quatro dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU: saúde e bem-estar (ODS 3); cidades sustentáveis (ODS 11); ação contra a mudança climática (ODS 13); e vida terrestre (ODS 15).

Árvores medicinais são aquelas cujas partes contêm substâncias com propriedades terapêuticas. Cascas, folhas, raízes ou frutos são utilizados no tratamento de enfermidades, alívio de sintomas e na promoção da saúde, seja através de medicamentos ou de forma tradicional. O conhecimento sobre o uso dessas árvores é transmitido popularmente e serve como base para a fitoterapia e a medicina popular.

Entre as espécies com propriedades medicinais, destacam-se:

Ipê-roxo: Com propriedades anti-inflamatórias, antifúngicas, cicatrizantes, antioxidantes e antibacterianas, seu chá é preparado a partir da casca.
Ipê-amarelo: Utilizado como anti-inflamatório e no combate à candidíase.
Ipê-verde: A casca, folhas e ramos jovens são utilizados no preparo de chás e remédios para diversas enfermidades, como sífilis, úlceras e infecções urinárias.
Ipê-rosa: Apresenta propriedades medicinais anti-inflamatórias, antifúngicas, cicatrizantes, antioxidantes e antibacterianas.
Quaresmeira: As folhas e flores são usadas no preparo de chás com propriedades purgativas, reguladoras do fluxo menstrual, antirreumáticas e antissifilíticas. Estudos também apontam para potenciais propriedades anti-inflamatórias, anestésicas e cicatrizantes.
Aroeira: Sua madeira é resistente e a casca possui propriedades medicinais.
Jerivá: A casca e o suco do fruto possuem propriedades vermífugas, e a amêndoa é rica em proteína e cálcio.
Acerola: Rica em vitamina C e com propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias.
Pitanga: Rica em vitaminas, minerais, fibras e compostos fenólicos com ação antioxidante.
Bacupari: Possui propriedades anti-inflamatórias, antioxidantes e diuréticas.
Gabiroba: Rica em nutrientes como vitaminas do complexo B, vitamina C, niacina, sais minerais e proteínas.
Cambucá: Fruta com sabor agridoce, utilizada in natura ou em preparações como sucos, geleias e doces.
Grumixama: Rica em vitamina C, complexo B, niacina e flavonoides, com propriedades antioxidantes, adstringentes e diuréticas.
Araçá-amarelo: Possui propriedades medicinais e é utilizado na culinária e na recomposição de áreas degradadas.

É fundamental ressaltar que nenhuma planta ou fitoterápico substitui o tratamento médico convencional. Em caso de dor ou outros sintomas agudos, é imprescindível procurar um hospital ou Unidade Básica de Saúde (UBS).

Fonte: novaimprensa.com

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