Criação de Empregos no Brasil: Análise de Abril de 2023

3 Tempo de Leitura
© Paulo Pinto/Agência Brasil

Em abril de 2023, o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), vinculado ao Ministério do Trabalho e Emprego, revelou a geração de 85.888 postos de trabalho formais no Brasil. Este número reflete a diferença entre novas contratações e demissões durante o mês.

Comparativo Mensal e Anual

O resultado de abril representa uma diminuição significativa de 62,3% em relação ao mês anterior, março, que contabilizou a criação de 227.974 empregos. Em uma análise ano a ano, a criação de empregos caiu 63,9% em comparação a abril de 2022, quando foram adicionados 238.216 postos, impactada pela alta dos juros e pela desaceleração econômica.

Desempenho Setorial

A análise por setores mostra que três dos cinco segmentos monitorados apresentaram crescimento na criação de empregos em abril:

Setores em Alta

1. **Serviços**: +69.601 postos 2. **Construção Civil**: +23.525 postos 3. **Indústria**: +9.256 postos

Setores em Baixa

Por outro lado, os setores da agropecuária e do comércio enfrentaram demissões, com perdas de 8.378 e 8.114 postos, respectivamente. A queda no comércio é típica para o mês de abril, enquanto na agropecuária, as demissões estão ligadas ao término da safra de soja e à redução das atividades de plantio de maçã e laranja.

Destaques Regionais

Todas as regiões do Brasil apresentaram aumento na criação de empregos. O Sudeste liderou com 44.545 postos, seguido pelo Nordeste (18.714), Centro-Oeste (10.890), Norte (6.651) e Sul (4.449).

Estado por Estado

Dentre os estados, 24 obtiveram saldo positivo na criação de empregos, com São Paulo (+20.202), Rio de Janeiro (+11.741) e Minas Gerais (+8.991) se destacando. Em contrapartida, Alagoas, Rio Grande do Sul e Rio Grande do Norte registraram perdas.

Encerramento e Perspectivas

Com a criação de novos postos de trabalho, o total de trabalhadores com carteira assinada alcançou 47.810.425 em abril, marcando uma leve alta de 0,18% em relação ao mês anterior e um crescimento de 2,26% em comparação ao mesmo período do ano passado. Os dados do Caged reforçam a necessidade de monitoramento contínuo do emprego formal no Brasil, especialmente diante das flutuações econômicas.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

Compartilhe está notícia