Cop30: povos indígenas no centro das discussões climáticas globais

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© Bruno Peres/Agência Brasil

A ministra dos Povos Indígenas, Sônia Guajajara, declarou que a 30ª Conferência das Partes sobre Mudança do Clima (COP30) elevou a agenda indígena ao centro das discussões globais. Segundo a ministra, um dos principais legados da conferência será o reconhecimento de que os territórios indígenas, quilombolas e outras comunidades tradicionais são parte fundamental das soluções para mitigar as mudanças climáticas.

Durante sua participação no programa Bom Dia, Ministra, Sônia Guajajara enfatizou a necessidade de consolidar a posse de terra para essas comunidades. “É lógico que o que se espera é que tenha de fato decisões concretas para garantir o financiamento climático do tamanho que é a emergência, e para que a gente possa enfrentar com ações nos territórios”, afirmou.

A ministra expressou o desejo de que a COP30 reconheça os territórios indígenas, das comunidades tradicionais e quilombolas como medidas de mitigação climática, garantindo a consolidação da posse da terra a todos que vivem dela e que estão protagonizando a participação no evento.

Sônia Guajajara classificou a COP30 como a “COP da democracia”, destacando a participação da diversidade de povos, territórios e culturas do Brasil, além da presença de mulheres e jovens. Ela ressaltou que 900 indígenas de todo o mundo foram credenciados para a área azul, destinada às discussões envolvendo autoridades, com 360 deles representando o Brasil. A ministra informou que há cerca de 3,4 mil indígenas confirmados na aldeia COP.

“Estamos conseguindo trazer a pauta indígena para o centro do debate global”, concluiu a ministra, destacando a presença organizada dos povos indígenas em todos os espaços do evento, acompanhando as negociações.

Outro legado importante citado pela ministra é o Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF), que visa garantir repasses para povos indígenas e comunidades locais de países com florestas tropicais, a partir de um novo modelo de financiamento climático. A previsão é que 20% do valor repassado a cada nação a partir da rentabilidade do fundo seja destinado às populações indígenas e comunidades locais.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

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