O Diário Oficial da União publicou nesta segunda-feira a demissão do ex-secretário da Receita Federal, Julio Cesar Vieira Gomes, do serviço público. A decisão foi tomada após a conclusão de um processo disciplinar conduzido pela Controladoria-Geral da União (CGU). As razões específicas para a demissão não foram divulgadas no documento oficial.
O nome de Julio Cesar Vieira Gomes ganhou notoriedade em decorrência de seu envolvimento na controversa tentativa de liberação de joias de origem saudita, presentes que foram recebidos pelo então presidente Jair Bolsonaro em viagens ao exterior.
Durante o mandato de Bolsonaro, Julio Cesar foi acusado de exercer pressão sobre funcionários da Receita Federal com o objetivo de agilizar a liberação das joias, que haviam sido retidas no controle aduaneiro do Aeroporto de Guarulhos. A natureza exata dessa pressão e os detalhes das ações tomadas para tentar liberar os itens não foram totalmente detalhados.
Como resultado da demissão, Julio Cesar Vieira Gomes ficará impedido de ocupar qualquer cargo público pelo período de cinco anos. Esta sanção visa garantir a integridade da administração pública e prevenir possíveis conflitos de interesse.
A Agência Brasil está buscando contato com a defesa do ex-secretário da Receita Federal para obter um posicionamento sobre a demissão e as acusações que pesam sobre ele.
No ano anterior, Jair Bolsonaro foi formalmente indiciado pela Polícia Federal no inquérito que investiga o caso das joias sauditas. As investigações apontam que o valor total dos desvios relacionados a essas joias pode alcançar a cifra de R$ 6,8 milhões. O caso continua a gerar debates e questionamentos sobre a conduta de agentes públicos e o tratamento de presentes protocolares recebidos em nome do governo.
Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br


