Câmeras de segurança registraram a fuga de dois indivíduos em uma motocicleta logo após a execução de Edson Pereira dos Santos Reis, conhecido como Edinho. O crime ocorreu em plena luz do dia, em frente ao estabelecimento onde a vítima trabalhava, uma loja de materiais de construção localizada na Avenida Dom Pedro II, no bairro Cidade Náutica, em São Vicente, litoral paulista. A Polícia Civil está investigando o caso.
O assassinato de Edinho aconteceu na quarta-feira (22). Testemunhas relataram à Polícia Militar que os suspeitos se aproximaram em uma moto, efetuaram os disparos e fugiram em alta velocidade. Até o momento, nenhum suspeito foi preso.
As imagens captadas pelas câmeras de monitoramento mostram os dois indivíduos chegando ao local em uma motocicleta. Eles estacionam o veículo próximo a um caminhão, e um dos ocupantes desce em direção à calçada, onde Edinho estava. Embora o vídeo não capture o momento exato dos disparos, é possível observar pessoas correndo desesperadamente pela rua após os tiros, bem como a fuga dos criminosos na motocicleta.
De acordo com a Polícia Civil, Edson Pereira dos Santos Reis possuía antecedentes criminais e era investigado em, pelo menos, sete inquéritos policiais. A maioria das investigações está relacionada a crimes de roubo, mas também há registros por desobediência, receptação e dois homicídios.
Os dois homicídios em que Edson era suspeito de envolvimento ocorreram em 2023, no mesmo bairro onde ele foi morto. O primeiro caso ocorreu em março, quando o segurança de um supermercado, Marcello Gonçalves Rafasque, foi morto com um tiro na cabeça em frente a clientes. Apesar de ter sido relacionado ao caso, Edson não chegou a ser preso por este crime.
Entretanto, seis meses depois, Edinho foi preso sob a acusação de participação na morte do sargento aposentado da Polícia Militar, Gerson Antunes Lima, ocorrida em setembro. O policial reformado foi alvejado por disparos enquanto varria a rua em frente à sua residência. Ele chegou a ser socorrido, mas não resistiu aos ferimentos e faleceu. Os autores do crime, que também estavam em motocicletas, fugiram após o ataque.
Edson foi detido dois meses depois, durante um patrulhamento de rotina da PM no centro da cidade. Ele permaneceu preso até julho de 2024, quando a Justiça revogou sua prisão. Na ocasião, foram impostas medidas cautelares, como o comparecimento a todos os atos processuais, a proibição de se ausentar da Comarca sem autorização judicial e o recolhimento domiciliar no período noturno e nos dias de folga.
Fonte: g1.globo.com


