Uma cadela foi vítima de crueldade em Praia Grande, no litoral paulista, após ingerir uma salsicha recheada com agulhas. O incidente, ocorrido no bairro Sítio do Campo, está sendo investigado pela polícia como crime ambiental de abuso contra animais.
De acordo com o tutor do animal, o alimento envenenado foi deliberadamente colocado na calçada, próximo à residência da família, por um vizinho. Imagens de uma câmera de segurança registraram o momento em que o homem deposita a salsicha no local durante a madrugada. O vizinho foi levado à delegacia para prestar depoimento e as autoridades seguem com as diligências para total esclarecimento dos fatos e eventual responsabilização criminal.
O tutor, identificado como Denis Carlos Novais Trindade, relatou que voltava de um passeio matinal com sua cadela Chulinha, quando o animal encontrou a armadilha ao lado de uma árvore e rapidamente consumiu o petisco. O incidente ocorreu por volta das 8h da manhã do dia 30 de setembro.
Após o ocorrido, Chulinha foi levada a uma clínica veterinária, onde passou por exames. Uma imagem revelou a presença de oito agulhas em seu interior. A equipe veterinária ofereceu duas opções de tratamento: cirurgia para remoção das agulhas ou administração de medicamentos para facilitar a expulsão natural dos objetos através das fezes. A família optou pelo tratamento medicamentoso, com Chulinha se recuperando em casa.
Trindade afirma que, antes do incidente, o vizinho havia feito reclamações sobre outro cão da família, alegando que o animal teria demonstrado comportamento agressivo contra ele. O tutor acredita que a salsicha envenenada era, na verdade, destinada ao outro cachorro.
Chulinha, uma cadela de 13 anos adotada ainda filhote, sensibilizou a comunidade local. Trindade expressou sua indignação diante da crueldade do ato, lamentando a existência de pessoas capazes de tamanha maldade contra um animal inocente. A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) confirmou que a Delegacia Seccional de Praia Grande está conduzindo a investigação do caso.
Fonte: g1.globo.com


