Brasil Avalia Medidas em Resposta às Tarifas Americanas, Diz Ministro Durigan

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© Tomaz Silva/Agência Brasil

O Ministro da Fazenda, Dario Durigan, anunciou em São Paulo, no dia 17 de novembro, que o governo brasileiro está considerando ações de reciprocidade em resposta às tarifas recentemente impostas pelos Estados Unidos. Durante a declaração, Durigan enfatizou que o Brasil não se envolverá em retaliações, mas sim em um diálogo construtivo.

Análise das Tarifas Americanas

Durigan classificou as tarifas de 25% aplicadas pelos EUA como injustas. Ele destacou a importância de manter a estabilidade econômica do Brasil e de negociar ativamente com os representantes norte-americanos. Segundo ele, a estratégia não é apressada, mas cuidadosamente planejada, levando em consideração o contexto econômico nacional.

Impacto Econômico

O ministro observou que o Brasil enfrenta um déficit na balança comercial com os Estados Unidos, onde as empresas e famílias brasileiras acabam por financiar o superávit americano. Ele ressaltou que, apesar das dificuldades, o Brasil está em uma posição mais forte para proteger sua economia, como demonstrado em ações anteriores, como no setor de combustíveis.

Críticas às Ações dos EUA

Durigan criticou a abordagem do governo Trump, que, segundo ele, ignorou o diálogo setorial e impôs tarifas sem fundamentos válidos. Ele argumentou que as alegações sobre práticas comerciais indevidas são infundadas e refletem uma visão distorcida da realidade atual do Brasil.

Negociações em Andamento

O ministro se comprometeu a continuar as negociações com os EUA nos próximos meses, levando a insatisfação do Brasil de forma respeitosa, mas firme. Ele reafirmou que as discussões sobre tarifas prejudiciais à relação bilateral devem ser constantemente abordadas.

Oposição ao Pix em Negociações

Durigan também abordou a questão do Pix, afirmando que essa ferramenta de pagamentos não está em negociação e é um serviço público essencial para os brasileiros. Ele criticou a rotulação do Pix como uma prática desleal pelos EUA, considerando isso um equívoco.

Considerações Finais

Por fim, Durigan destacou que a taxação imposta pelos EUA é, em grande parte, um argumento político-eleitoral. Ele expressou preocupação com o apoio a essas medidas que prejudicam os interesses do Brasil, comprometendo a capacidade de exportação e o desenvolvimento econômico do país.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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