Bolsonaro recebe michelle na papuda em meio a polêmicas e pedidos

3 Tempo de Leitura
© Reuters/Mateus Bonomi/Proibida reprodução

O ex-presidente Jair Bolsonaro recebeu a visita da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro na tarde deste domingo na Superintendência da Polícia Federal do Distrito Federal, onde ele se encontra preso preventivamente desde sábado. O encontro ocorreu após autorização do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes.

Mais cedo, Michelle Bolsonaro utilizou suas redes sociais para pedir aos apoiadores do ex-presidente que continuem em oração. “Deus não perdeu o controle de nada. Ele reina. Seu trono tem como fundamento a justiça e o juízo”, escreveu.

A ex-primeira-dama estava no Ceará participando de um evento do Partido Liberal (PL) quando soube da prisão preventiva de Bolsonaro. Ela retornou a Brasília no sábado, suspendendo sua agenda de trabalho no estado nordestino. Em suas redes sociais, ela relatou que a filha do casal estaria impactada com os acontecimentos. “Pedi para ele não desistir da Laura. Eu pedi para ele não desistir de nós e para ele continuar firme, porque eu estarei aqui ao lado dele, junto com vocês, que estão de pé orando, intercedendo para que tudo venha se resolver”, disse.

Michelle Bolsonaro também criticou o ministro Alexandre de Moraes, alegando que ele “age com simbologia” ao determinar a prisão do marido no dia 22, em referência ao número do PL, e à multa de R$ 22,9 milhões aplicada ao partido após pedido de anulação de votos do segundo turno da eleição presidencial de 2022.

Bolsonaro foi preso preventivamente pela Polícia Federal por determinação de Moraes, que citou eventual risco de fuga diante da suposta tentativa de violar a tornozeleira eletrônica e da vigília convocada por seu filho, o senador Flávio Bolsonaro, nas proximidades da casa onde cumpria prisão domiciliar.

Na sexta-feira, véspera da prisão, Bolsonaro teria utilizado uma solda para tentar abrir a tornozeleira, gerando um alerta para a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária do Distrito Federal (Seap). A defesa alega que, devido à interação de medicamentos, Bolsonaro apresentou confusão mental e paranoia, e que ele colaborou com a troca do equipamento, não havendo tentativa de fuga.

Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão na ação penal da trama golpista, e os demais réus podem ter as penas executadas nas próximas semanas. A Primeira Turma da Corte rejeitou os embargos de declaração do ex-presidente e de mais seis acusados para reverter as condenações e evitar a execução das penas em regime fechado.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

Compartilhe está notícia