Um grave atropelamento em Cajati, interior de São Paulo, deixou um recém-nascido de apenas 22 dias internado com trauma no crânio. O incidente ocorreu na noite de sábado, 14 de outubro, quando Andriela Rodrigues da Costa, de 29 anos, atravessava uma faixa de pedestres com seus dois filhos, Samuel e Julia, de 14 anos. O motorista do veículo, após atingir as crianças, fugiu do local sem prestar socorro, conforme registrado no boletim de ocorrência. A família seguia pela Avenida Mitsuki Koga, próximo à Rodovia Régis Bittencourt, quando foi surpreendida pela imprudência. Samuel foi levado ao Hospital Regional de Registro e, apesar da gravidade da lesão, seu quadro de saúde é considerado estável. A Polícia Civil já iniciou as apurações para identificar e responsabilizar o condutor.
O trágico incidente em Cajati
A noite de sábado (14) transformou-se em um pesadelo para uma família em Cajati, cidade localizada no interior de São Paulo. Andriela Rodrigues da Costa, de 29 anos, caminhava com seu filho recém-nascido, Samuel, de apenas 22 dias, no colo, e sua filha adolescente, Julia, de 14 anos, quando foram violentamente atingidos por um veículo. O atropelamento ocorreu em uma faixa de pedestres devidamente sinalizada, na Avenida Mitsuki Koga, uma via movimentada que margeia a Rodovia Régis Bittencourt, próximo a uma passarela de pedestres. Segundo o registro da ocorrência, o motorista responsável pela colisão evadiu-se do local imediatamente após o impacto, sem prestar qualquer tipo de auxílio às vítimas, agravando a situação e violando o dever de socorro.
O momento do atropelamento e a covardia da fuga
Andriela Rodrigues da Costa, em seu depoimento, descreveu os momentos de terror. Segundo ela, antes de iniciar a travessia, certificou-se de que o veículo se encontrava a uma distância considerável, o que, em sua avaliação, lhes daria tempo suficiente para cruzar a faixa de pedestres em segurança. No entanto, contrariando suas expectativas, o carro avançou sobre a faixa, atingindo Samuel e Julia. “Antes de atravessar, eu vi que ele estava muito longe. Dava o suficiente para a gente passar, mas ele cruzou a faixa de pedestres, nos atropelou e não prestou socorro”, relatou a mãe. Após o impacto, com a fuga do motorista, a ajuda imediata veio de uma testemunha que presenciou o ocorrido e prontamente auxiliou no transporte das crianças para o pronto-socorro mais próximo. Andriela, embora não tenha sofrido ferimentos físicos diretos, foi atendida em estado de choque devido ao trauma emocional vivenciado.
O delicado estado de saúde das vítimas
As consequências do atropelamento foram mais severas para as crianças. O recém-nascido Samuel e a adolescente Julia foram as principais vítimas do impacto. Conforme o boletim de ocorrência, Andriela carregava o bebê no colo no momento do acidente, e o veículo atingiu diretamente os dois filhos. As equipes médicas atuaram rapidamente para estabilizar as condições de ambos e realizar os primeiros diagnósticos sobre a extensão das lesões, que geraram grande preocupação na família e na comunidade local, chocada com a brutalidade do ocorrido e a fuga do responsável.
A luta pela recuperação do recém-nascido e da adolescente
O pequeno Samuel, com apenas 22 dias de vida, foi encaminhado ao Hospital Regional de Registro com um trauma no crânio, uma lesão de alta complexidade e que exige cuidados intensivos em um recém-nascido. A Secretaria de Estado da Saúde informou que o bebê está hospitalizado, com um quadro de saúde considerado bom e sob constante observação pela equipe médica, que monitora atentamente sua evolução. Já a adolescente Julia apresentou dores e edema na região da coxa, conforme detalhado no relatório médico. A menina recebeu alta hospitalar no domingo (15), um dia após o atropelamento, com retorno médico agendado para um mês. Andriela, apesar do abalo emocional, reforçou sua resiliência: “Acho que não chegou a me machucar. Não estou nem sentindo, estou mais preocupada com os meus filhos. A gente que é mãe aguenta tudo por eles. Sou uma mãe que tem seis filhos, cuido muito dos meus filhos, principalmente da saúde”, desabafou.
As investigações e o clamor por justiça
Diante da gravidade do acidente e da atitude do motorista em fugir do local, a Polícia Civil de Cajati iniciou imediatamente as investigações para identificar e responsabilizar o condutor. O caso foi registrado como autoria desconhecida no boletim de ocorrência, mas as autoridades estão empenhadas em coletar evidências e depoimentos que possam levar ao paradeiro do responsável. A ação rápida da polícia e a cooperação de testemunhas são cruciais para o desfecho deste caso que chocou a população.
Polícia busca o responsável pelo crime de trânsito
O delegado Tedi Wilson de Andrade, responsável pelas investigações na Delegacia de Polícia de Cajati, confirmou que as apurações estão em andamento. Um elemento fundamental para a investigação foi encontrado no local do acidente: o retrovisor do veículo envolvido, que pode conter informações valiosas para identificar o modelo do carro e, consequentemente, seu proprietário. A mãe das vítimas, Andriela Rodrigues da Costa, expressou seu desejo por justiça e não escondeu sua indignação com a atitude do motorista: “Eu quero justiça porque ele errou. A intenção dele foi de matar pela velocidade que ele estava. E, fora que ele não quis socorrer um anjinho e uma criança”, concluiu, reiterando a necessidade de punição para um ato tão irresponsável e desumano.
A urgência da responsabilização e a segurança no trânsito
O atropelamento em Cajati, que deixou um bebê recém-nascido com trauma no crânio e sua irmã adolescente ferida, ressalta a grave questão da imprudência no trânsito e a falta de responsabilidade de motoristas que se evadem após acidentes. O drama vivido pela família de Andriela Rodrigues da Costa, especialmente a condição delicada do pequeno Samuel, mobiliza a comunidade e as autoridades na busca por justiça. A fuga do condutor sem prestar socorro agrava o crime de trânsito e destaca a urgência de uma ação efetiva da Polícia Civil para identificar e punir o responsável. Mais do que uma questão legal, este caso é um lembrete doloroso sobre a fragilidade da vida e a importância de um trânsito mais humano e seguro para todos, onde o respeito às leis e ao próximo deve prevalecer para evitar tragédias como a ocorrida na Avenida Mitsuki Koga.
Perguntas frequentes
1. Quais são as condições de saúde atuais das vítimas?
O recém-nascido Samuel está internado no Hospital Regional de Registro com trauma no crânio, mas seu quadro de saúde é considerado bom e está sob observação. A adolescente Julia, de 14 anos, teve dores e edema na coxa, recebeu alta hospitalar e tem retorno médico agendado para daqui a um mês. A mãe, Andriela, não sofreu ferimentos físicos graves, mas foi atendida em estado de choque.
2. Onde exatamente o atropelamento ocorreu?
O incidente aconteceu na noite de sábado, 14 de outubro, em uma faixa de pedestres na Avenida Mitsuki Koga, próximo à passarela de pedestres que atravessa a Rodovia Régis Bittencourt, na cidade de Cajati, interior de São Paulo.
3. As investigações sobre o caso estão avançadas?
Sim, as apurações já estão em andamento. O delegado Tedi Wilson de Andrade, responsável pelo caso, informou que, embora a autoria do atropelamento seja desconhecida até o momento, um retrovisor do veículo envolvido foi encontrado no local do acidente, servindo como pista para a identificação do motorista.
Você ou alguém que conhece presenciou o acidente em Cajati ou possui informações que possam auxiliar nas investigações? Contribua com a justiça e a segurança no trânsito, entre em contato com as autoridades policiais locais.
Fonte: https://g1.globo.com


