Atualização do Manual de Mapeamento de Riscos Urbanos: Uma Nova Abordagem para a Gestão de Desastres

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© Tania Rego/ Agência Brasil

Após quase duas décadas, o manual intitulado ‘Mapeamento de Riscos: Conceitos e Métodos Aplicados a Processos Geológicos e Hidrológicos’ recebeu sua primeira atualização desde 2007. Este documento é reconhecido como a principal referência no Brasil para a gestão de riscos em áreas urbanas.

Motivações para a Atualização do Manual

Conforme destacou Rodolfo Moura, diretor do Departamento de Mitigação e Prevenção de Risco do Ministério das Cidades, a necessidade de revisar e atualizar o manual foi identificada por técnicos e gestores que utilizam a ferramenta. As mudanças climáticas e a iminência de um super El Niño também aceleraram esse processo.

Instrumento para Identificação de Riscos

Moura enfatizou que a nova edição do manual não só oferece uma abordagem renovada para o mapeamento de áreas críticas, mas também facilita a identificação de populações em situação de vulnerabilidade. O manual atualizado está disponível online e gratuitamente.

Principais Mudanças na Nova Edição

Entre as inovações introduzidas, destaca-se a nova classificação de riscos, focando nos níveis médio, alto e muito alto. O manual descartou classificações que indicam riscos baixos ou inexistentes, pois, segundo Moura, essas não requerem atenção especial.

Novos Conceitos e Classificações

A versão revisada aborda também a delimitação de setores de risco hidrológico, incluindo inundação e enxurrada, além de descrever processos erosivos, como rolamento de rochas, que afetam diversas regiões, especialmente no Norte do Brasil.

Impacto e Aplicação do Manual

A aplicação deste manual permitirá que as prefeituras realizem um mapeamento detalhado das áreas de risco em seus territórios. Com base nesses dados, podem elaborar planos municipais de redução de risco, visando a segurança de milhares de cidadãos que vivem em áreas susceptíveis a deslizamentos e inundações.

Números Alarmantes

Recentemente, uma nota técnica da Casa Civil revelou que 1.942 municípios brasileiros estão vulneráveis a desastres naturais, como deslizamentos e alagamentos, afetando quase 9 milhões de pessoas.

Conclusão

Para enfrentar esses desafios, Rodolfo Moura ressalta a importância de implementar as diretrizes do manual, que incluem ações de antecipação, identificação de riscos e fortalecimento da resiliência urbana. Através desse mapeamento, municípios e governos estaduais podem acessar recursos essenciais para a realização de obras de mitigação de riscos.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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