Um recente estudo, o 20º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, revela que as dez cidades mais violentas do Brasil estão localizadas na região Nordeste. Este relatório, publicado no dia 23 de agosto de 2025, elenca dados significativos sobre ocorrências criminais em todo o país.
Principais Cidades com Altas Taxas de Violência
A pesquisa analisa as taxas de Mortes Violentas Intencionais (MVI) a cada 100 mil habitantes. O levantamento indica que a Bahia destaca-se com cinco cidades no ranking, enquanto o Ceará contribui com três, e Pernambuco e Paraíba têm uma cidade cada. As MVI incluem homicídios dolosos, feminicídios, latrocínios, entre outros tipos de violência.
Ranking das Cidades
As dez cidades com as maiores taxas de mortes violentas são:
1. Maranguape (CE) – 100,3 2. Eunápolis (BA) – 85,1 3. Maracanaú (CE) – 80,7 4. Porto Seguro (BA) – 71,2 5. Simões Filho (BA) – 58,1 6. Jequié (BA) – 57,4 7. Caucaia (CE) – 56,6 8. Cabo de Santo Agostinho (PE) – 55,1 9. Santa Rita (PB) – 50,9 10. Juazeiro (BA) – 55,8
Fatores Contribuintes para a Violência
O Fórum Brasileiro de Segurança Pública atribui o elevado índice de violência nessas cidades a disputas entre facções criminosas pelo controle do tráfico de drogas. Maranguape, que ocupa a primeira posição no ranking, possui uma taxa de mortes que é cinco vezes superior à média nacional, devido à sua localização estratégica próxima a importantes rodovias.
Análise de Cidades Específicas
Eunápolis, a segunda cidade mais violenta, também enfrenta conflitos entre facções e é um ponto crucial para o transporte de drogas, cruzando duas rodovias nacionais. Surpreendentemente, no ano anterior, essa cidade não figurava entre as 20 mais violentas do país.
Cenário Nacional da Violência em 2025
O Anuário também mostra que o total de mortes violentas intencionais no Brasil apresentou uma redução significativa, passando de 20,6 para 19,1 por 100 mil habitantes de 2024 para 2025, uma queda de 8,2%. Este é o menor índice registrado desde o início das medições em 2012, com 40.775 casos registrados no último ano, em comparação com 44.127 em 2024.


