Operação policial desarticula quadrilha especializada em sequestros e roubos em SP

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G1

A Polícia Civil do estado de São Paulo deflagrou nesta sexta-feira (19) uma significativa operação para desarticular uma quadrilha altamente especializada em crimes graves, incluindo sequestro, cárcere privado e roubos. A ação, que mobilizou diversas unidades de elite da corporação, resultou no cumprimento de seis mandados de prisão temporária e nove mandados de busca e apreensão. As diligências foram realizadas simultaneamente em três importantes cidades paulistas: Ribeirão Preto, Guarujá e a capital paulista, demonstrando a abrangência territorial do grupo criminoso. As investigações contra esta quadrilha especializada em sequestros e roubos foram iniciadas após um chocante caso de sequestro de um empresário em Ribeirão Preto, ocorrido em dezembro do ano passado, que evidenciou a audácia e a violência dos criminosos.

Os detalhes da operação policial
Nesta sexta-feira, o aparato policial foi intensificado em pontos estratégicos das três cidades visadas pela operação. Equipes do Grupo de Operações Especiais (GOE), da Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes (Dise), da Divisão Especializada de Investigação Criminal (Deic), do Grupo Armado de Repressão a Roubos e Assaltos (Garra) e do Departamento de Operações Especiais (Dope) trabalharam em conjunto para assegurar o sucesso das ações. A mobilização de tantas unidades especializadas sublinha a complexidade e a periculosidade da quadrilha investigada, que operava com métodos sofisticados para cometer seus crimes. Os seis mandados de prisão temporária buscam retirar de circulação os principais articuladores e executores dos delitos, enquanto os nove mandados de busca e apreensão visam coletar provas cruciais, como documentos, equipamentos eletrônicos e outros itens que possam elucidar a estrutura e o modus operandi da organização criminosa. A ação coordenada representa um forte golpe contra o crime organizado no estado.

A gênese da investigação: O sequestro do empresário em Ribeirão Preto
As investigações que culminaram na operação desta sexta-feira tiveram seu ponto de partida em um caso de sequestro ocorrido em 9 de dezembro do ano passado, em Ribeirão Preto. A vítima, o empresário Ronan Franco Muniz, de 44 anos, atuante no ramo de investimentos, foi abordado de forma violenta por volta das 19h, enquanto estacionava seu veículo na Rua Cláudio Scodro, no bairro Bosque das Juritis, zona Sul da cidade. Câmeras de segurança da região registraram o momento exato em que uma caminhonete se posicionou à frente do carro do empresário, enquanto outra bloqueava a retaguarda. Quatro homens, agindo com rapidez e truculência, retiraram Muniz de seu veículo e o levaram em uma das caminhonetes. A ação foi presenciada por uma moradora de um condomínio próximo, que prontamente alertou a síndica do local, que por sua vez acionou as autoridades policiais.

A busca e a libertação da vítima
Imediatamente após o acionamento, a Polícia Civil deu início a uma intensa investigação. As duas caminhonetes utilizadas no sequestro foram posteriormente encontradas abandonadas em áreas rurais de São Simão e Luiz Antônio, cidades próximas a Ribeirão Preto, indicando uma tentativa de despistar as autoridades. Dois dias após o sequestro, em 11 de dezembro, as equipes de investigação lograram identificar uma chácara na zona rural de Ribeirão Preto que havia sido utilizada como cativeiro. Segundo o delegado Fernando Bravo, responsável pela chefia da investigação, no momento em que os policiais analisavam o local, o advogado da vítima entrou em contato para informar que Ronan Franco Muniz havia sido libertado. Embora o empresário estivesse visivelmente abalado psicologicamente após a provação, a polícia confirmou que ele não apresentava ferimentos físicos. Um detalhe importante é que não houve qualquer pedido de resgate à família da vítima, o que fez com que o crime de extorsão não fosse apurado neste caso específico, focando as investigações na modalidade de sequestro e cárcere privado. A violência e as ameaças sofridas por Muniz enquanto esteve em poder dos criminosos foram destacadas pela Polícia Civil como características da atuação da quadrilha.

Próximos passos e o combate ao crime organizado
A operação deflagrada nesta sexta-feira representa um passo fundamental no combate à criminalidade organizada em São Paulo. Com a prisão temporária de suspeitos e a coleta de novos indícios através dos mandados de busca e apreensão, a Polícia Civil espera aprofundar as investigações, desvendando por completo a estrutura da quadrilha, seus métodos de atuação e a identidade de todos os seus membros. O objetivo final é responsabilizar todos os envolvidos nos sequestros, roubos e cárceres privados, garantindo que a justiça seja feita. A resposta rápida e eficaz das forças de segurança, desde o início das investigações do sequestro do empresário Ronan Franco Muniz, demonstra o compromisso das autoridades em proteger a população e manter a ordem pública. A colaboração entre as diferentes unidades especializadas da Polícia Civil é crucial para enfrentar grupos criminosos que atuam com alta periculosidade e coordenação, como o desarticulado nesta operação.

FAQ

1. Qual foi o caso que deu início à investigação da quadrilha?
A investigação começou após o sequestro do empresário Ronan Franco Muniz, de 44 anos, ocorrido em 9 de dezembro do ano passado em Ribeirão Preto, São Paulo.

2. Quantos mandados foram cumpridos na operação policial?
A operação resultou no cumprimento de seis mandados de prisão temporária e nove mandados de busca e apreensão.

3. Em quais cidades as ações da operação foram realizadas?
As diligências foram realizadas simultaneamente em Ribeirão Preto (SP), Guarujá (SP) e na capital paulista.

4. A família da vítima do sequestro pagou resgate?
Não houve qualquer pedido de resgate feito à família do empresário Ronan Franco Muniz, e o crime de extorsão não está sendo apurado neste caso.

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Fonte: https://g1.globo.com

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