A Polícia Civil da Paraíba prendeu dois homens na noite de domingo, suspeitos de envolvimento na morte do cabeleireiro José Roberto Silveira, conhecido como Betto Silveira. O corpo da vítima foi encontrado amarrado e amordaçado em sua residência no Alto de Pinheiros, Zona Oeste de São Paulo, no sábado anterior.
A prisão de Aercio Leonardo e Claudeni Barreto ocorreu na cidade de Tavares, interior da Paraíba, a cerca de 400 km de João Pessoa. A operação foi realizada em colaboração com a Polícia de São Paulo e o Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), que havia solicitado a prisão temporária da dupla.
O delegado Gabriel Brienza, do DHPP, destacou o trabalho incansável das equipes BSul e da 1ª Delegacia de Repressão a Homicídios, que possibilitou a identificação dos suspeitos e o esclarecimento do crime. “Com a identificação, foi possível representar pela prisão temporária dos suspeitos e decretada judicialmente. Isso demonstra a importância da cooperação dos órgãos de persecução penal para a solução de crimes”, afirmou o delegado.
A Justiça de São Paulo havia decretado a prisão preventiva dos suspeitos na quinta-feira. A identificação foi possível após a análise de câmeras de segurança da rua, que registraram os dois homens deixando a casa da vítima. Anteriormente, na quarta-feira, a Polícia Militar havia detido um outro indivíduo, que foi liberado após prestar depoimento.
José Roberto Silveira, de 59 anos, foi encontrado morto em seu quarto, com a boca amordaçada por uma toalha e as mãos e pés amarrados com um fio de telefone. O corpo apresentava hematomas nos braços, ombro e nariz. O sócio e a prima do cabeleireiro encontraram o corpo após tentativas frustradas de contato com a vítima.
As câmeras de segurança registraram o retorno de Silveira à sua residência à 2h13 da madrugada. As imagens mostram, posteriormente, os dois homens identificados deixando a casa a pé às 5h53. A polícia suspeita que a vítima estava acompanhada quando retornou à residência ou que os autores do crime já se encontravam no local.
A investigação aponta para a possibilidade de uma discussão como motivação do crime, uma vez que não há indícios de roubo. Marcas de sangue foram encontradas sobre a cama e travesseiros, e uma faca sem vestígios de sangue foi localizada no banheiro.
Silveira era o principal responsável pelos cuidados com sua mãe idosa, de 98 anos, que possui dificuldades de mobilidade. A idosa estava na casa no momento do crime, mas acreditava que o filho havia saído.
Não havia sinais de arrombamento na residência. No andar inferior funcionava o salão de beleza de Betto Silveira.
Fonte: g1.globo.com


