O mercado de trabalho brasileiro apresenta sinais robustos de recuperação, com a taxa de desemprego alcançando 5,4% no trimestre encerrado em outubro. Este é o menor índice registrado desde o início da série histórica do IBGE, em 2012, representando uma queda significativa em relação aos 5,6% do trimestre anterior e aos 6,2% observados no mesmo período de 2024.
O levantamento revela ainda um desempenho notável em outros indicadores-chave. O país contabiliza um contingente de 102,5 milhões de trabalhadores ocupados, elevando o nível de ocupação para 58,8%. Paralelamente, o número de empregados com carteira assinada atingiu a marca de 39,1 milhões, o maior da série histórica, demonstrando um aquecimento do mercado formal de trabalho.
A diminuição do desemprego reflete-se no número de desocupados, que chegou a 5,9 milhões, o menor contingente já registrado. Houve uma redução de 11,8% em relação ao mesmo trimestre do ano anterior, representando 788 mil pessoas a menos em busca de colocação profissional.
No que tange à remuneração, o rendimento médio do trabalhador apresentou um valor de R$3.528. Os dados abrangem a população com 14 anos ou mais, e foram coletados através da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) divulgada.
Outro indicador positivo é o saldo do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), que registrou um saldo positivo superior a 85 mil vagas formais no mês de outubro. Esses números demonstram uma conjuntura favorável para o mercado de trabalho, impulsionada pela geração de empregos com carteira assinada e pela diminuição da população desocupada.
Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br


