Uma questão da prova de matemática da primeira fase da Fuvest 2026, aplicada no domingo, dia 23, está sob escrutínio após apontamentos de professores de cursinhos preparatórios. Segundo eles, a formulação do problema contém uma falha que impossibilita a identificação de uma resposta correta entre as alternativas oferecidas.
A questão em disputa, identificada como número 3 na versão V1 do exame, apresenta um cenário no qual um candidato, Aleph, busca garantir sua eleição para um conselho composto por cinco membros. O enunciado descreve uma eleição com sete candidatos e 35 eleitores, na qual Aleph perde em todos os critérios de desempate. Os candidatos precisavam analisar diferentes cenários eleitorais.
A divergência reside no fato de que, para os professores, nenhuma das alternativas apresentadas garante a eleição de Aleph, conforme exigido pelo enunciado. Um dos especialistas aponta a alternativa C, considerada correta pela banca examinadora, como falha. Esta afirma que, caso dois eleitores não compareçam, Aleph necessitaria de cinco votos para ser eleito. Contudo, o professor argumenta que Aleph poderia se eleger com apenas um voto, caso os demais candidatos recebessem 8, 8, 8, 8, 0 e 0 votos, respectivamente.
A Fuvest informou que se pronunciará sobre o caso apenas mediante a apresentação de recursos por parte dos candidatos, os quais serão submetidos à análise da banca examinadora.
A prova da primeira fase, que seleciona candidatos para 8.147 vagas, atraiu 111.480 inscritos, registrando uma taxa de abstenção de 9,17%. A avaliação foi considerada trabalhosa e inteligente por diversos professores, que também destacaram o caráter interdisciplinar das questões. A prova abordou temas contemporâneos como questões ambientais, sociais e econômicas, e geopolítica.
Professores também comentaram sobre o conteúdo da prova. A prova de biologia foi apontada como interdisciplinar, com temas modernos e atuais, enquanto a avaliação de inglês exigiu domínio de vocabulário e compreensão de textos longos. A prova de física apresentou textos extensos e exigiu conhecimento aprofundado da matéria, com questões contextualizadas, mas sem abordar temas como eletricidade. A prova de português foi considerada interdisciplinar e especial, com temas como Caetano Veloso e políticas para mulheres. A parte de história destacou o protagonismo indígena. A avaliação de química apresentou cálculos simples e soluções de problemas.
Fonte: g1.globo.com


