O ex-presidente Jair Bolsonaro, detido na Superintendência da Polícia Federal em Brasília, terá acompanhamento médico integral durante todo o período em que permanecer sob custódia. A medida, estabelecida por decisão judicial, visa garantir a saúde do ex-presidente enquanto estiver detido.
Além do acompanhamento médico, Bolsonaro estará sujeito a restrições de visitas. Apenas seus advogados e equipe médica terão acesso irrestrito. Outras visitas dependerão de autorização prévia do Supremo Tribunal Federal.
Após a chegada à Superintendência da Polícia Federal, Bolsonaro passou por uma avaliação médica conduzida pela médica Marina Graziottin Pasolini. Detalhes sobre a avaliação não foram divulgados. Medicamentos foram entregues a Bolsonaro por Eduardo Torres, irmão da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro.
A cela onde Bolsonaro permanecerá tem aproximadamente 12 metros quadrados e dispõe de cama de solteiro, ar-condicionado, frigobar e banheiro privativo. Foi determinado que ele não terá contato com outros detidos, permanecendo isolado dos demais presos.
A ordem de prisão preventiva foi emitida após o sistema de monitoramento do Distrito Federal identificar uma possível tentativa de violação da tornozeleira eletrônica utilizada por Bolsonaro.
A Procuradoria-Geral da República manifestou-se favoravelmente à prisão preventiva, destacando a urgência e a gravidade dos fatos apresentados. A PGR também citou o risco de fuga como um dos elementos que justificam a medida. A manifestação da Procuradoria-Geral da República ressalta a importância da colaboração entre as instituições na aplicação da lei.
Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br


