Explosões com fogos já mataram 26 em são paulo nas últimas décadas

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G1

Uma explosão recente em uma residência no Tatuapé, Zona Leste de São Paulo, que resultou em uma morte e deixou um rastro de destruição, reacende a memória de tragédias similares que assolaram a capital paulista e a Região Metropolitana ao longo dos últimos 30 anos. Acidentes envolvendo fogos de artifício já ceifaram 26 vidas em diferentes pontos da cidade.

Em 1995, um evento devastador em Pirituba, Zona Norte, reduziu metade de um quarteirão a escombros. A explosão ocorreu durante a entrega de três toneladas de fogos de artifício em uma loja de umbanda por uma Kombi. Vinte e três residências foram atingidas, e 15 pessoas perderam a vida.

Seis anos depois, em 2001, outra explosão, desta vez na Casa Verde, também na Zona Norte, resultou na morte de oito pessoas. Investigações da Polícia Civil indicaram que o grupo no local fabricava e soltava balões, e estavam reunidos no momento do acidente.

Em 2009, a tragédia se transferiu para Santo André, no ABC Paulista, onde uma loja de fogos de artifício explodiu, destruindo 12 imóveis. A apuração revelou que fios desencapados desencadearam a explosão em um estabelecimento que operava sem licença para vender, fabricar ou armazenar os produtos. Duas pessoas morreram e 12 ficaram feridas.

Já em 2013, na Vila Carrão, Zona Leste, um depósito clandestino de fogos de artifício explodiu, com relatos de que a casa “voou pelos ares”. Vizinhos registraram o momento da explosão, que danificou casas vizinhas e feriu duas pessoas.

O incidente mais recente, no Tatuapé, mobilizou o Corpo de Bombeiros após ser acionado às 19h45. A explosão na Rua Francisco Bueno destruiu completamente a casa que armazenava os fogos. Onze imóveis foram interditados. Nos fundos da casa, funcionava um depósito irregular. A Polícia Civil investiga se os fogos seriam utilizados em balões e as causas do acidente. A perícia busca identificar o corpo carbonizado encontrado no local. A principal suspeita recai sobre o morador da residência, Adir de Oliveira Mariano, de 46 anos, que estaria envolvido no armazenamento ilegal dos explosivos.

O local da explosão está situado próximo à esquina das avenidas Celso Garcia e Salim Farah Maluf, importantes vias da Zona Leste, conhecidas pelo intenso comércio e fluxo de veículos. A circulação nas avenidas está normalizada, com a Rua Francisco Bueno interditada.

Fonte: g1.globo.com

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