Caminhos da reportagem destaca desafios e expectativas para a cop30

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© Tânia Rêgo/Agência Brasil

A TV Brasil exibirá, nesta segunda-feira, às 23h, um novo episódio do programa Caminhos da Reportagem, explorando o tema “Amazônia: coração da COP30”. O programa revisitará conquistas de conferências passadas e apresentará os desafios para a próxima edição, que será realizada em Belém, no Pará.

O Brasil foi o ponto de partida para as Conferências do Clima, sediando a ECO-92 no Rio de Janeiro, em junho de 1992. O evento reuniu 178 chefes de governo e ajudou a conscientizar o mundo sobre o impacto da atividade humana nas mudanças climáticas.

Três anos depois, Berlim, na Alemanha, sediou a primeira COP. Agora, 30 anos depois da ECO-92, a Amazônia será palco da conferência. A COP30 em Belém focará em discussões sobre combustíveis fósseis, o efeito estufa e a transição energética.

Cientistas concordam que, se a temperatura global ultrapassar 1,5ºC acima dos níveis pré-Revolução Industrial, eventos climáticos extremos, como as recentes enchentes no Rio Grande do Sul e a seca na Amazônia, se tornarão mais intensos e frequentes.

O Caminhos da Reportagem visitou o Sol Nascente, a segunda maior favela do Brasil, localizada a 30 quilômetros da Praça dos Três Poderes, em Brasília. A região enfrenta problemas como baixa renda, escassez de empregos, infraestrutura inadequada, falta de água durante a seca e excesso durante as chuvas.

Sandra Ribeiro Bento, líder comunitária, relatou que a situação em tempos de chuva é precária, com erosões que afetam casas de ambos os lados. Edilamar Souza, presidente da Federação Habitacional do Sol Nascente, ressaltou que a periferia é a que mais sofre.

Uma das soluções apontadas é a substituição de petróleo e carvão por fontes de energia renováveis, juntamente com a eliminação do desmatamento e a recuperação de florestas. Esses temas serão centrais na COP30.

A ministra do Meio Ambiente e Mudança Climática, Marina Silva, informou que o Brasil já recuperou metade dos 12 milhões de hectares de florestas que o país se comprometeu a restaurar até 2030, totalizando mais de seis milhões de hectares.

Outros temas importantes incluem a exploração de petróleo na foz do Rio Amazonas e o financiamento para a manutenção de florestas em pé.

A saída dos Estados Unidos do Acordo de Paris representa um desafio. O Acordo de Paris, assinado em 2015 por mais de 190 países, estabeleceu metas voluntárias para a redução das emissões de gases de efeito estufa, mas foi desconsiderado por Donald Trump.

Estela Herschman, especialista em Política Climática do Observatório do Clima, acredita que, apesar do revés, é possível avançar em algumas negociações, já que os Estados Unidos têm sido um bloqueador histórico em certos assuntos nas convenções, e que eventualmente terão que retornar ao acordo devido aos efeitos da crise climática.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

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