Poupança perde r$ 9,7 bilhões em outubro com mais saques que depósitos

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© José Cruz/Agência Brasil

A caderneta de poupança apresentou um saldo negativo em outubro, com os saques superando os depósitos em R$ 9,7 bilhões. Os dados, divulgados, revelam um cenário de diminuição na atratividade da tradicional forma de investimento.

No decorrer do mês, foram registrados R$ 351,9 bilhões em depósitos, enquanto os saques atingiram R$ 361,6 bilhões. Os rendimentos creditados nas contas de poupança somaram R$ 6,4 bilhões. Apesar do resultado negativo, o saldo total da poupança ainda se mantém acima de R$ 1 trilhão.

Este é o quarto mês consecutivo em que a poupança apresenta mais saques do que depósitos. Nos primeiros quatro meses do ano, a tendência de retirada também foi observada, com uma breve inversão nos meses de maio e junho, quando houve um volume maior de depósitos. No acumulado de 2025, a caderneta registra um resgate líquido de R$ 88,1 bilhões.

Nos anos recentes, a poupança tem demonstrado uma trajetória de perda de recursos. Em 2023, as retiradas líquidas totalizaram R$ 87,8 bilhões, enquanto em 2024, o valor foi de R$ 15,5 bilhões.

Especialistas apontam que a manutenção da taxa Selic em patamares elevados é um dos fatores que contribuem para a diminuição do interesse pela poupança. A taxa básica de juros, atualmente em 15% ao ano, estimula a migração para outras modalidades de investimento que oferecem retornos mais atrativos.

A decisão do Banco Central em manter a Selic neste nível tem como objetivo principal controlar a inflação, buscando garantir que a meta de 3% seja alcançada. O aumento da taxa básica de juros visa conter a demanda aquecida, impactando os preços por meio do encarecimento do crédito e do estímulo à poupança.

Em um período de 12 meses, até setembro, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado o indicador oficial da inflação no país, acumula uma alta de 5,17%.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

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