Em meio à repercussão da operação policial no Rio de Janeiro, que já registra 121 mortos na Zona Norte, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, manifestou-se publicamente sobre o tema. Em uma postagem na noite de quarta-feira, o governador alertou que “o que está em jogo é o próprio sentido de soberania”.
Segundo Tarcísio, a situação no Rio de Janeiro expõe a complexidade de um problema que se agrava há décadas: o avanço do tráfico de drogas e a força de um poder paralelo que desafia a lei, ameaça vidas e expulsa o Estado da vida do cidadão.
Em sua mensagem, Tarcísio argumenta que não existem soluções simplistas para o problema. Ele questiona a aceitabilidade de cidadãos serem forçados a abandonar suas casas ou negócios por ordem de criminosos, e da existência de barricadas que delimitam territórios controlados por traficantes, onde eles impõem produtos e serviços.
O governador enfatiza que esses criminosos não são vítimas da sociedade, mas sim agentes que impõem o terror, atacam as forças de segurança, escravizam pessoas e causam dor e sofrimento a inúmeras famílias.
Para enfrentar essa situação, Tarcísio defende a necessidade de presença, integração, inteligência e coragem, lembrando a importância da dimensão territorial do problema. Ele questiona como as armas e drogas, em sua maioria não produzidas no país, chegam às comunidades do Rio, apontando falhas na vigilância das fronteiras.
O governador também ressalta a importância de avançar no combate à lavagem de dinheiro e ao financiamento do crime, questionando a facilidade de operações ilegais no setor de combustíveis e a falta de regras mais duras para o devedor contumaz.
Tarcísio enfatiza que cooperação e compartilhamento de informações são fundamentais para retomar o papel do Estado e devolver às pessoas o direito de viver com segurança e dignidade. Ele conclui questionando que país queremos deixar para as futuras gerações, e manifesta solidariedade ao governador do Rio de Janeiro, às famílias dos policiais que morreram em combate e à população que sofre as consequências dessa violência.
Fonte: g1.globo.com


