Prêmio herzog celebra 50 anos e honra defensores da democracia

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© Paulo Pinto/Agência Brasil

O Prêmio Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos realizou sua 47ª edição, homenageando reportagens que se destacaram na defesa da democracia, dos direitos humanos e da justiça social. A cerimônia ocorreu em um ano marcante, o 50º aniversário do assassinato do jornalista Vladimir Herzog, conhecido como Vlado.

O evento teve início com a exibição de imagens do ato ecumênico realizado na Catedral da Sé, em São Paulo, que também celebrou os 50 anos da cerimônia inter-religiosa de 1975, um evento que desafiou o regime militar e reuniu cerca de 8 mil pessoas. Telões exibiram ainda a gravação do pedido de perdão da presidente do Superior Tribunal Militar (STM), Maria Elizabeth Rocha, aos mortos, desaparecidos e torturados do regime militar.

Ivo Herzog, filho de Vladimir Herzog, destacou a importância da premiação e da memória de seu pai, que se tornou sinônimo de resistência. Ele ressaltou que o prêmio é um tributo àqueles que não se calam.

Nesta edição, foi criada uma nova categoria para reconhecer produções focadas na defesa da democracia, com o objetivo de destacar pautas que tratam da política nacional, de ataques ao Estado Democrático de Direito e formas com que as instituições brasileiras atuam na defesa da democracia.

Na categoria Defesa da Democracia, foram premiadas as reportagens “Os kids pretos: O papel da elite de combate do Exército nas maquinações golpistas”, de Allan de Abreu, publicada na Revista Piauí, e o documentário “8/1 – A democracia resiste”, de Henrique Picarelli e equipe, transmitido pela GloboNews.

O programa Caminhos da Reportagem recebeu menção honrosa na categoria “Produção Jornalística em Vídeo”. O episódio “Mães de Luta” aborda a busca por justiça, memória e reparação pelas mulheres que perderam filhos, irmãos, sobrinhos ou netos em casos de violência policial.

Outros vencedores do prêmio foram:

Arte: Diogo Braga, com “Racismo Ambiental: A outra emergência”.
Fotografia: Márcia Foletto, com “Antes Que Ela Veja”.
Áudio: Vinicius Sassine e equipe, com “Dois Mundos” – 1º episódio.
Multimídia: Artur Rodrigues e equipe, com “A Política da Bala”.
Texto: Isabel Harari e equipe, com “Trabalho infantil na indústria tech”.
Vídeo: Iolanda Depizzol, Nina Fideles e equipe, com “Território em Fluxo”.
Livro-reportagem: Sérgio Ramalho, com “Decaído”.

A premiação reforça a importância do jornalismo na defesa dos direitos humanos e da democracia, honrando profissionais que se dedicam a investigar e denunciar violações.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

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