A Confederação Nacional da Indústria (CNI) atualizou suas expectativas para o crescimento da economia brasileira, reduzindo a projeção de 2% para 1,6% para o ano de 2026. Essa revisão, apresentada no Informe Conjuntural do terceiro trimestre, é impulsionada por um desempenho menos otimista nos setores industrial e de serviços.
Revisões de Setores Econômicos
A análise da CNI revela diferentes dinâmicas entre os setores. Enquanto a agropecuária viu sua previsão de crescimento elevada, os setores de indústria e serviços enfrentam desafios significativos, afetados pela alta dos juros e pela queda na demanda interna.
Principais Projeções Econômicas
As novas estimativas incluem: – PIB: crescimento de 1,6% (anteriormente 2%) – Indústria: alta de 1,3% (de 2%) – Indústria de transformação: queda de 0,7% (de +0,6%) – Serviços: crescimento de 1,6% (de 1,9%) – Agropecuária: expansão de 2,5% (de 1,8%) – Inflação: projeção de 5,15% – Selic: previsão de 13,25% ao ano – Dívida pública bruta: 83,7% do PIB.
Desempenho Setorial
O setor industrial, especialmente a indústria de transformação, deve enfrentar dificuldades, com uma revisão significativa de sua projeção de crescimento. Fatores como a diminuição da demanda e o aumento dos custos de produção contribuem para essa perspectiva negativa.
Impactos no Setor de Serviços e Agropecuária
A previsão de crescimento no setor de serviços também foi reduzida, refletindo a estagnação observada desde o final de 2025 e a desaceleração no comércio. Em contrapartida, a agropecuária apresenta um cenário mais positivo, beneficiada por condições favoráveis para a safra de milho.
Expectativas de Emprego e Inflação
A CNI projeta um crescimento de 1,2% na população ocupada e uma redução da taxa de desemprego para 5% até o final de 2026. Em relação à inflação, a previsão aponta para um aumento para 5,15%, superando os 4,26% de 2025.
Situação das Contas Públicas
Para 2026, a CNI estima um déficit primário de R$ 54,6 bilhões, representando 0,4% do PIB, embora um superávit possa ser alcançado com ajustes nas despesas. A dívida pública bruta deve aumentar de 78,6% para 83,7% do PIB.
Comércio Exterior em Alta
A balança comercial brasileira é esperada para registrar um superávit de US$ 77,3 bilhões em 2026, refletindo um crescimento nas exportações e um aumento moderado nas importações, destacando a resiliência do comércio exterior.


