Com o crescimento do uso de tecnologia em brinquedos, especialmente aqueles que incorporam inteligência artificial (IA), a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) emitiu um alerta para pais e responsáveis. Esses brinquedos, que interagem com as crianças de maneira personalizada, exigem atenção cuidadosa para garantir um ambiente seguro e saudável.
O Avanço da Inteligência Artificial em Brinquedos
Os brinquedos que utilizam IA têm a capacidade de se adaptar às preferências das crianças, proporcionando uma interação que pode parecer afetiva. No entanto, a SBP enfatiza que, apesar de suas funcionalidades, esses dispositivos não substituem a interação humana e podem apresentar riscos significativos.
Riscos Associados ao Uso de Brinquedos com IA
Um dos principais riscos identificados é a possibilidade de as crianças desenvolverem uma percepção equivocada da IA como uma figura amiga ou cuidadora. A SBP, junto com alertas do UNICEF, destaca que esses produtos podem coletar dados pessoais e colocar as crianças em situações de exposição indevida.
Recomendações para Pais e Responsáveis
A SBP sugere que os pais adotem uma abordagem cautelosa ao escolher brinquedos com IA. É crucial não apenas considerar as funcionalidades, mas também entender como o brinquedo opera e quais dados ele coleta.
Perguntas Essenciais a Considerar
Antes de adquirir um brinquedo com inteligência artificial, os responsáveis devem refletir sobre algumas questões-chave, como:
1. Qual é o valor agregado da tecnologia na brincadeira? 2. A criança é incentivada a participar ativamente? 3. O produto possui recursos de gravação ou conexão com a internet? 4. As orientações de idade e supervisão são claras? 5. Como os dados da criança serão tratados? 6. O uso do brinquedo pode expô-la a publicidade ou compras? 7. O produto simula interação emocional genuína? 8. A criança compreende que interage com uma IA e não com uma pessoa? 9. Como isso afeta sua rotina diária?
Considerações Finais
A SBP reitera que as informações sobre a operação dos brinquedos devem ser transparentes e acessíveis. Se os dados sobre como o produto funciona ou sobre sua coleta de informações não forem claros, é preferível optar por alternativas que não apresentem esses riscos. A proteção da infância deve ser sempre uma prioridade.


